Parceria entre empresa e universidades de Uberaba vai desenvolver biofertilizante

Foto: Francisco Rezende/Embrapa

Dentro do propósito de aproximação com as universidades em busca de novas soluções para o agronegócio, a Satis firmou parceria com a Universidade de Uberaba (UNIUBE), por meio de Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, e com a Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU), através do seu curso de agronomia. O coordenador de desenvolvimento de produtos da empresa, engenheiro químico Ms. Fabrício Porto, informa que o projeto tem duração prevista de dois anos para desenvolvimento de um biofertilizante à base de extrato vegetal. Com sede em Araxá (MG), a Satis é especialista em pesquisa e desenvolvimento de soluções de nutrição vegetal.

O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da UNIUBE, Dr. José Roberto Finzer, diz que a participação será focada na extração de solúveis da cavalinha, uma planta medicinal que possui propriedades funcionais e de interesse às indústrias farmacêuticas e de processos agroindústrias devido às substâncias contidas em suas folhas e caule. Muito conhecida popularmente, a cavalinha tem ação diurética, anti-inflamatória e digestiva. A planta também é rica em potássio e vitamina C. Os alunos do Programa irão desenvolver o melhor processo de extração de solúveis da planta, usando solvente orgânico, e otimizando operacionalmente a concentração do solvente, temperatura de processo e tempo de extração.

Nas diversas possibilidades de extração serão efetuadas análises microbiológicas para avaliação de desempenho do sistema de separação e posteriormente testes de eficiência agronômica.  Os ensaios microbiológicos e agronômicos serão de competência da FAZU. “Estamos no desenvolvimento inicial da pesquisa, em busca da melhor metodologia de extração dos compostos presentes na planta. Realizaremos posteriormente testes em laboratório e no campo, para entendermos melhor os mecanismos de ação dos extratos e também selecionar o melhor extrato”, afirma a professora da FAZU Thais Oliveira Ramalho Bean, Pós-Doutora em Agronomia-Fitopatologia. Essa fase da pesquisa, da fabricação do extrato aos testes de campo, tem previsão de dois anos de duração.

A professora relata que o extrato de uma planta é um produto natural e potencialmente mais seguro para o meio ambiente, para o agricultor e também para o consumidor. “Além do mais, esse produto, por ser natural, poderá ser utilizado em cadeia de produção de alimentos orgânicos e biodinâmicos. Uma alternativa a mais para os produtores”, complementa. O coordenador da UNIUBE destaca ainda que “a integração universidade-indústria serve como um catalisador para discutir os avanços da ciência e da tecnologia, conectando profissionais de várias áreas para gerar novas ideias para o benefício da sociedade”.

 

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