Pesquisa traçará perfil socioeconômico das empresas aeroagrícolas brasileiras

Foto: Sindag/Divulgação

Um retrato profundo e sistematizado da estrutura e do trabalho realizado pelas empresas aeroagrícolas, em todos os 23 estados onde o setor atua. Este é o foco da pesquisa Perfil de empresas e empresários da aviação agrícola no Brasil, que está sendo feita pela Faculdade Imed de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, em parceria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

O trabalho abrange as 180 associadas ao Sindag, que representam 70% das empresas aeroagrícolas do Brasil. Alguns dados e o referencial teórico da pesquisa devem ser mostrados já em julho deste ano, durante o Congresso Web – a versão virtual do Congresso AvAg, como uma prévia da edição presencial de 2021, que será realizada em Sertãozinho (SP).

O estudo começou em maio. Além do raio-X do setor, que deve ser concluído até agosto, está previsto também a elaboração de cartilhas voltadas à saúde mental, às relações humanas, à segurança e a outros fatores. A pesquisa está a cargo da mestranda em Psicologia Carine Tabaczinski e da psicóloga Tainá Broetto (formada pela Imed). A coordenação é do professor Carlos Costa (doutor em Plant Science), que atua nos programas de pós-Graduação de Administração e de Psicologia.

Pelo convênio entre a Imed e o Sindag (assinado ainda em abril), o sindicato aeroagrícola está investindo um total de R$ 5 mil em uma bolsa-auxílio para a pesquisa. O estudo deve gerar ainda artigos para publicações científicas no Brasil e no exterior e será apresentado no 2º Fórum Científico da Aviação Agrícola, durante o Congresso da Aviação Agrícola 2021.

Qualitativo

“Esse é o começo de uma relação que esperamos ser longa”, diz Carlos Costa. Segund o professor do PPG da Imed, não há muitas informações publicadas sobre o qualitativo das empresas e frota aeroagrícolas. “Então, antes de falar sobre as empresas e a realidade de cada uma, nós queremos saber, no todo, como elas são, qual seu tamanho, como elas existem no mercado e outras informações.”

“Primeiro, estamos conhecendo o perfil de cada uma. Em um segundo momento, vamos avaliar os níveis de bem-estar dos trabalhadores, ver quais são empresas familiares ou não e outras características”, informa Carine Tabaczinski. “Na primeira parte do estudo, os questionários são para os empresários. Na segunda parte, as perguntas são para os empresários e funcionários”, completa a pesquisadora.

O Brasil tem hoje a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, com 2.280 aeronaves, conforme a última versão do levantamento anual realizado pelo consultor e ex-diretor do Sindag Eduardo Araújo – com base no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Anac. Araújo deve terminar neste mês mais um levantamento do número de empresas aeroagrícolas (eram 267, segundo levantamento preliminar) e de fazendeiros proprietários de aeronaves.

A maior frota nesse mercado é a dos Estados Unidos, que conta com cerca de 3,6 mil aeronaves, de acordo com a Associação nacional de Aviação Agrícola de lá (NAAA, na sigla em inglês).

Conhecimento

Até o início do ano que vem, a aviação agrícola brasileira conhecerá melhor a sim mesma”, pontua o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle. De acordo com ele, a parceria com a Imed resultará no incremento das ações estratégicas junto às associadas (capacitação de lideranças, formação de profissionais e outras frentes de trabalho), além de reforçar as ações institucionais junto a autoridades e sociedade em geral. “Vamos ter um perfil socioeconômico do setor, nacional e por regiões.”

O fomento à geração de dados e pesquisas sobre o setor aeroagrícola faz parte do planejamento estratégico do Sindag desde 2018, quando também foi criado o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), que atua em parceria com a entidade com foco no conhecimento e capacitação do setor. No ano passado, o Sindag firmou parceria com a Universidade de Cruz Alta (Unicruz), no Rio Grande do Sul, que passou a coordenar o Fórum Científico da Aviação Agrícola.

AGROemDIA

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