TMG nega existência de ferrugem asiática em seus campos experimentais em MT

Não há presença de ferrugem asiática em nenhum campo experimental sob responsabilidade da TMG (Tropical Melhoramento Genética), informa a empresa em nota divulgada nesta quarta-feira 19. No comunicado, a TMG diz ainda que a ausência da doença foi confirmada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), em inspeção na última segunda-feira 17.

A TMG esclarece também que teve seu nome citado pela mídia, recentemente, como uma das empresas responsáveis por campos de produção de sementes de soja com possíveis focos de ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) durante o período de vazio sanitário.

Na nota, assinada por seu presidente, Francisco Soares Neto, a TMG reforça que a inspeção do Indea/MT não identificou plantas com sinais e/ou sintomas da ferrugem asiática da soja. “Mesmo com a coleta de amostras de plantas para exame laboratorial, o diagnóstico fitossanitário resultou em ‘zero’ lesões do fungo”, afirma a empresa.

Abaixo, a íntegra da nota de esclarecimento da TMG:

“A TMG – Tropical Melhoramento e Genética S.A. – foi citada recentemente pelo site Gazeta Digital, como uma das empresas responsáveis por campos de produção de sementes de soja com possíveis focos de ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) durante o período de vazio sanitário.

Portanto, gostaríamos de esclarecer os pontos abaixo:

1) Não há presença de ferrugem asiática no campo experimental citado na matéria e em nenhum outro campo sob responsabilidade da TMG.

2) A ausência da doença foi confirmada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), em inspeção ao campo no último dia 17 de agosto, constatando que não foram identificadas plantas com sinais e/ou sintomas da ferrugem asiática da soja e, mesmo com a coleta de amostras de plantas para exame laboratorial, o diagnóstico fitossanitário resultou em “zero” lesões do fungo.

3) O campo citado está devidamente autorizado pelo Indea-MT e totalmente de acordo com Instrução Normativa Conjunta SEDEC/INDEA-MT nº 002/2.015.

4) O campo não é para produção de sementes e sim para pesquisa científica que preconiza avanço de geração de linhagens de soja, conforme a normativa citada acima.

5) Com um processo padrão de melhoramento genético, uma cultivar pode levar em média 14 anos para ser desenvolvida. Quando usamos o tempo a nosso favor podemos reduzir isso para oito anos em média, ou até menos. No entanto, se faz necessário fazer mais de um avanço de geração por ano, logicamente com total responsabilidade fitossanitária e autorização do órgão regulador.

Ressaltamos que a TMG é uma empresa brasileira, formada por agricultores e pesquisadores, que a missão é desenvolver soluções genéticas para entregar produtividade e rentabilidade aos agricultores, independente do porte, que contribuam para atender a demanda mundial de grãos e fibras de forma sustentável, em estrita observância às normas vigentes e às melhores técnicas atualmente conhecidas.

Seguimos à disposição da imprensa, das associações de produtores, dos nossos licenciados parceiros e principalmente dos agricultores brasileiros para esclarecer os fatos e também para recebê-los em nossas estações experimentais para verem o nível de seriedade e segurança com que conduzimos nossos trabalhos.

Francisco Soares Neto,

Presidente da TMG”

 

 

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

Deixe uma resposta