Sistema inédito de gestão sanitária da avicultura começa a operar no RS

Foto: Lucas Scherer/Embrapa

Começou a funcionar nesta terça-feira 15 o módulo de Certificação de Granjas Avícolas da Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul. A ferramenta foi desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria, por meio de convênio com o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), que aportou os recursos, o Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura do RS, em modelo de parceria público-privada.

A capacitação dos envolvidos no processo estava prevista para março em evento na Serra gaúcha e foi adaptada ao modo remoto em razão da pandemia. Foram capacitados médicos veterinários privados (responsáveis técnicos), laboratórios credenciados e técnicos do Serviço Veterinário Oficial estadual e federal.

“Superamos as dificuldades impostas pela pandemia, capacitando todos os envolvidos no processo e trazendo mais uma ferramenta que permite atender com rapidez o processo de certificação de granjas além de apoiar a gestão da sanidade avícola”, diz a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola na Superintendência Federal da Agricultura no RS, Taís Oltramari Barnasque.

Com a informatização dos processos estarão conectados a Inspetoria de Defesa Agropecuária, o responsável técnico das granjas e incubatórios, o laboratório credenciado que vai analisar as amostras e o Ministério da Agricultura na emissão do certificado sanitário. O software permitirá o acompanhamento de todo o processo em tempo real garantindo rastreabilidade e confiabilidade. A certificação sanitária é exigência para trânsito de aves e ovos férteis no país, além de ser ponto de partida para a exportação de material genético.

Segundo o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a operação “representa o uso da tecnologia a favor da agilidade dos processos, trazendo benefícios ao longo de toda a cadeia”.  O presidente do Fundesa-RS Rogério Kerber, acrescenta que a Plataforma de Defesa Sanitária Animal terá ainda outras funcionalidades, como o módulo de gestão de estoques, biosseguridade e dados epidemiológicos de aves e suínos.

Conforme o coordenador do projeto, o professor da UFSM Alencar Machado, o início da operação do módulo é desafiador. “Geralmente, as plataformas começam a operar com poucas pessoas, e o trabalho vai ganhando escala ao longo do tempo. Este já começa com 650 usuários habilitados, com potencial para chegar a 5 mil quando os demais módulos começarem a funcionar.” Os outros módulos já estão em fase de inclusão de dados e testes.

 

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