Herbicida Paraquate está proibido no Brasil a partir deste terça-feira

A partir desta terça-feira 22, o uso e a comercialização do herbicida Paraquate estão proibidos no Brasil, conforme decisão da Anvisa, contida em sua Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 177). Diante disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que dará procedimento ao cancelamento do registro dos produtos à base de Paraquate e adotará as providências necessárias para o cumprimento da RDC.
A decisão de banimento do Paraquate foi anunciada pela Anvisa em setembro de 2017. Na época, a agência deu um prazo de três anos para que ele fosse retirado do mercado, o que ocorre agora.
Com a decisão da Anvisa, indústrias e comércios que vendem o Paraquate deverão recolher todo o estoque do produto em até 30 dias. Segundo a Lei de Agrotóxicos, quem utilizar ou vender o pesticida estará cometendo crime e poderá ser multado ou, até mesmo, detido, segundo o site G1.
“O paraquate estava em revisão desde 2008. E, em 2017, a Anvisa analisou evidências científicas e concluiu que o agrotóxico está associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson – condição neurológica degenerativa que provoca tremor, rigidez, distúrbios na fala e problemas de equilíbrio – em quem o manipula”, informa o G1.
“Há um peso de evidência forte em estudos em animais e epidemiológicos indicando que o Paraquate está associado ao desencadeamento da doença de Parkinson em humanos”, disse a Anvisa à época.
Ainda de acordo com a agência, não há comprovação de que o herbicida deixe resíduo nos alimentos.
O herbicida
Conforme o G1, o Paraquate foi o sexto agrotóxico mais vendido do Brasil em 2018. Comum na cultura da soja, o dicloreto de paraquate é um herbicida usado para secar as plantas e vagens do grão, a fim de deixar a lavoura uniforme para a colheita (a chamada dessecação).
O produto também tinha autorização para ser usado no Brasil nas culturas de algodão, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão, maçã, milho e trigo.
O paraquate foi banido na União Europeia ainda em 2003. Nos Estados Unidos, continua autorizado, mas está em reavaliação.
*Da redação, com informações do Mapa e do G1

