Goiás tem recorde no abate de frangos no 3º trimestre do ano

Foto: Larissa Melo/Gov. GO

Goiás teve crescimento no abate de frangos no 3º trimestre deste ano, tanto na comparação com o 2º trimestre de 2020 (+28,4%), quanto em relação ao mesmo período de 2019 (+9,5%). No total, foram abatidos no 3º trimestre 111,9 milhões de cabeças, segundo dados divulgados pelas Pesquisas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número é considerado recorde, desde quando começaram a ser realizadas as pesquisas, em 1997. O recorde anterior havia sido registrado em 2018, quando foram abatidas 103 milhões de cabeças no 3º trimestre.

A quantidade registrada na última pesquisa deixa Goiás na 5ª posição no ranking nacional de abate de frangos e o total representa 7,4% da quantidade de frangos abatidos no Brasil.

Em volume, a quantidade abatida representa 249,6 mil toneladas no trimestre, o que significa aumento de 6,9% no peso total de carcaças em relação ao mesmo período de 2019 e aumento de 31,3% na comparação com o peso total de carcaças no 2º trimestre deste ano.

Na avaliação do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, o abate de frangos tem despontado em Goiás e a avicultura se mostra competitiva. “Apesar da alta nos insumos, a carne de frango tem se mostrado mais competitiva que as outras carnes, sobretudo em razão do preço para o consumidor final, neste período de pandemia.”

Segundo ele, o aumento da demanda ocorre tanto no mercado interno quanto nas exportações, o que estimula o abate. “A produção goiana tem fôlego para atender os dois mercados e isso impulsiona o setor positivamente.”

Suporte aos produtores

“Além disso, é importante frisar que o governo de Goiás está trabalhando para dar suporte aos produtores, a exemplo de iniciativas como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste [FCO], que tem produtores da avicultura entre as cartas contempladas”, acrescenta.

Em relação às outras carnes, as Pesquisas Trimestrais do IBGE mostram que no 3º trimestre foram abatidas 713,4 mil cabeças de bovinos, o que representa um volume de 196,9 mil toneladas; e 503,1 mil cabeças de suínos, num total de 50,4 mil toneladas.

Houve aumento em ambos os casos na comparação com o 2º trimestre (2% no caso dos bovinos e 22,2% nos suínos), mas decréscimo em relação ao mesmo período do ano passado para as duas carnes (6,6% para os bovinos e 0,9% para os suínos).

A pesquisa também traz dados sobre quantidade de leite cru adquirido, produção de couro cru inteiro de bovino e da produção de ovos. No terceiro trimestre foram 604,7 milhões de litros de leite, 460,3 mil unidades de couro cru inteiro de bovino e 52 milhões de dúzias de ovos produzidos.

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