2021 começa com queda nas exportações de carne bovina, segundo a Abrafrigo

Foto: AEN/Gov. PR/Divulgação

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) em janeiro tiveram queda de 6% em volume e de 11% na receita em relação a janeiro de 2020, informa a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados do Ministério da Economia.

“No total, foram movimentadas 127.139 toneladas que proporcionaram uma receita de US$ 549 milhões. Em janeiro de 2020, a movimentação foi de 135.375 toneladas e a receita de US$ 618 milhões”, informa em nota, nesta sexta-feira 5, a Abrafrigo.

A China e a cidade-estado de Hong Kong aumentaram suas aquisições no mês, importando 79.896 toneladas (62,8% do total exportado), contra 76.965 em janeiro de 2020. No entanto, houve redução significativa de movimentação em relação aos últimos meses do ano passado, quando os chineses compraram 109 mil toneladas em outubro, 123 mil toneladas em novembro e 101 mil toneladas em dezembro, elevando seus estoques para as comemorações do seu principal feriado, o Ano Novo Lunar.

Ainda de acorodo com a Abrafrigo, a partir de março, as exportações para a China podem voltar ao patamar dos últimos meses de 2020.

Entre os 20 maiores clientes do país, o Chile foi o segundo país que mais movimentou a carne bovina brasileira, comprando 5.168 toneladas (-16,6% em relação a janeiro de 2020). Em terceiro lugar, aparece o Egito, com 4.501 toneladas (-13,5%); e em quarto, as Filipinas, com 3.115 toneladas (+12%). A quinta posição foi ocupada por Israel, com 3.062 toneladas (-13,5%); a sexta, pela Arábia Saudita, com 2.813 toneladas (-29%), a sétima, pelos Emirados Árabes, com 2.764 toneladas (- 24,7%); e a oitava, pela Itália, com 2.761 toneladas (+62%).

Os Estados Unidos aumentaram suas compras de carne bovina em 133%, ficando na nona posição, com 2.748 toneladas.

Entre todos os países importadores de janeiro, conforme a Abrafrigo, 46 tiveram desempenho positivo e outros 58, negativo.

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