Sempre aos Domingos: Baile da saudade no Dia Mundial dos Avós e Idosos

Tito Matos*

Neste domingo (25) se comemora o Dia dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco. Para realçar a data, trazemos para vocês este depoimento de dona Celina Viegas. Ela é um exemplo de otimismo, fé, esperança e, acima de tudo, disposição de seguir vivendo em toda plenitude, com muita força de vontade de servir ao próximo. Dona Celina, uma criatura divina. Olha que coisa linda: “Eu me sinto feliz em ajudar alguém…”  Ah! Dona Celina, se todos fossem iguais à senhora.

E o que dizer desta comovente poesia do saudoso poeta gaúcho Mário Quintana: “Deixem-me envelhecer.” Vale lembrar que poeta é alguém que sonha os nossos sonhos, sente a nossa alma e chora a nossa dor.

Para completar o nosso Sempre aos Domingos que tal ouvirmos o Baile da saudade, na voz Francisco Petrônio? “São tempos idos e vividos que os anos não trazem mais.”

DEIXEM-ME ENVELHECER

Mário Quintana

“Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,

Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonito para alguém,

Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,

Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,

Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,

Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,

Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,

Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.

Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,

Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,

Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,

Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,

Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,

Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,

Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,

Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.

Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,

Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,

Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,

Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,

Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,

Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,

Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,

Quero saber envelhecer, ser uma velho consciente e feliz!!!”

*Jornalista

AGROemDIA

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