Falta de diesel no Rio Grande do Sul preocupa produtores de arroz

Tereza Cristina (C), com Alceu Moreira e Roberto Fagundes (à esquerda) e José Carlos Pires (D) – Foto: Divulgação/Federarroz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) manifestou à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em encontro em Brasília, algumas das principais preocupações do setor neste momento de plantio do cereal. Entre elas, a alta dos custos de produção, a queda do preço do arroz pago ao produtor e a falta de óleo diesel no estado para o abastecimento do maquinário usado nos arrozais.

O vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino – acompanhado do deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) e do assessor da federação em Brasília, José Carlos Pires – teve audiência com Tereza Cristina nessa terça-feira (9). Fagundes entregou a Tereza Cristina um ofício com as principais questões que preocupam a cadeia gaúcha da orizicultura. Ele pediu um posicionamento do Mapa sobre o atual cenário do setor.

Segundo o dirigente da Federarroz, o RS enfrenta problemas no abastecimento de diesel, o que está afetando a orizicultura. Isto porque, assinalou, algumas distribuidoras não estão conseguindo atender a demanda pelo combustível no estado. Ou seja, além do preço elevado, o RS ainda convive com a falta de diesel. A ministra, informou ao AGROemDIA o diretor da entidade, ponderou que esta é uma questão restrita ao mercado gaúcho.

Fagundes também falou com Tereza Cristina sobre a acentuada queda do preço do produto. No ano passado, a saca de 50 kg de arroz chegou a ser vendida a R$ 110 e hoje há indicações de que a cotação pode cair a R$ 63 na região de Uruguaiana (RS).  O Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, recuou 3,72% no acumulado parcial de novembro, encerrando em R$ 65,76/sc nessa terça (9).

No encontro com a ministra, o vice-presidente da Federarroz pontuou que a situação se torna mais preocupante devido à forte alta dos preços dos insumos (defensivos e o próprio diesel, entre outros).

A federação pediu ainda a atenção do Mapa em relação à eliminação da taxa de importação de arroz. Os produtores temem que isso possa prejudicá-los se houver alguma mudança na política cambial.

Durante a audiência, Fagundes entregou à ministra uma pá em homenagem à última Abertura Oficial da Colheita do Arroz e a convidou para participar da próxima edição do evento, que ocorrerá de 16 a 18 de fevereiro de 2022 na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

 

 

AGROemDIA

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