SRB contesta proposta europeia que restringe comércio agrícola

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) divulgou nota contestando a proposta da União Europeia de restringir as compras de commodities agrícolas procedentes de áreas de desmatamento e de degradação florestal, o que pode ter impacto sobre produtos exportados pelo Brasil, como soja e carne bovina.
“A SRB apoia o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que prometeu questionar a proposta da UE sob o argumento de desrespeito à soberania nacional dos países e por estar desalinhada ao Acordo de Paris”, diz a nota.
“Nenhum país até hoje estabeleceu 80% de preservação da floresta em propriedades privadas, assim como estabelece nosso código para o bioma Amazônia”, destaca a presidente da SRB, Tereza Vendramini.
A proposta da Comissão Europeia foi apresentada nessa quarta-feira (17) e ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu. Se for aprovado, o texto prevê um ano para que cada empresa e Estados-membros criem as estruturas necessárias para implementá-la.
Leia, abaixo, a íntegra da nota da SRB:
“A Sociedade Rural Brasileira vem a público manifestar sua indignação com a proposta anunciada pela União Europeia de restringir importações de commodities agrícolas por questões ambientais, sem considerar os recentes acordos internacionais. A SRB apoia o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que prometeu questionar a proposta da UE sob o argumento de desrespeito a soberania nacional dos países e por estar desalinhada ao Acordo de Paris.
A SRB reafirma que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, que é o nosso Código Florestal, que precisa ser respeitado. “Nenhum país até hoje estabeleceu 80% de preservação da floresta em propriedades privadas, assim como estabelece nosso código para o bioma Amazônia”, destacou a presidente da SRB, Tereza Vendramini.
A proposta da UE de enquadrar o Brasil como de alto risco para desmatamento desconsidera a classificação das práticas legais, feitas de acordo com a lei, daquelas que são ilegais. A SRB dará total apoio aos nossos representantes para que a autonomia do nosso país seja preservada, esclarecendo a comunidade internacional o comprometimento da agropecuária brasileira com a preservação do meio ambiente.”
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