Programa incentiva volta ao campo, diz Mapa

Irmaãos Marcio e Maylson Ribeiro criam cabras e bodes no Nordeste. Foto: Soraya Brandão/Mapa/Divulgação

Os irmãos paraibanos Marcio e Maylson Gonçalves Ribeiro sonhavam, desde muito novos, em ter um rebanho de caprinos da raça Boer. O que até pouco tempo parecia impossível, por causa do alto custo das matrizes e da realidade econômica desses jovens agricultores, hoje já começa a se tornar realidade, diz o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em nota, nesta sexta-feira (18).

Os dois chegaram a deixar o campo em busca de mais renda e oportunidades nas grandes cidades. “Com a vinda do [Plano] AgroNordeste para Parari, um dos municípios da Paraíba atendidos pelo plano, eles retornaram à região e estão concretizando o sonho de ter o próprio negócio”, relata o Mapa.

De acordo com a nota, Marcio contou que ele e a esposa, Milagres, foram para o Rio de Janeiro atrás de melhor remuneração. “Por nove anos, moraram na cidade e boa parte do dinheiro que conseguiam usavam para compra e criação dos animais em Parari, que ficavam a cargo do irmão Maylson e a esposa Allana”, sublinha o Mapa.

“Teve um tempo que o desânimo bateu e chegamos a pensar em desistir, porque mesmo tendo animais bons o retorno financeiro não vinha, não sobrava dinheiro. Há cerca de um ano e meio, chegou o Agronordeste trazendo para nós a assistência técnica do Senar e com ela mais conhecimento e oportunidade. Foi aí que a realidade começou a mudar e decidimos voltar de vez para Parari”, disse Marcio, conforme o Mapa.

Assistência técnica

A nota pontua ainda que, com a assistência técnica, eles reestruturaram os espaços dos animais, melhoraram geneticamente o rebanho e iniciaram a criação de cabras de leite da raça Toggenburg, que atualmente é responsável por grande parte da renda.

Ao todo, os irmãos Ribeiro têm 17 cabras que produzem 43 litros de leite por dia, comercializados na cooperativa do município. “Nossa meta é chegar até o fim do ano com 30 cabras de leite e comercializar 100 litros por dia”, adiantou Maylson, informa o ministério.

Da raça Boer, são 30 animais, entre reprodutores e matrizes de boa linhagem, que são comercializados. “Hoje só temos animais de boa genética, são crias de bodes e cabras premiados, tratados com alimentação de valor nutricional elevado. Isso nos garante mais produtividade no leite e preço melhor na venda das matrizes. Por isso, tivemos um aumento significativo na renda”, contou ele ao Mapa.

Milagres ressaltou que, mais que renda, eles tiveram um ganho enorme na qualidade de vida.  Ela lembrou que moravam num barraco no Rio de Janeiro. A mulher trabalhava como empregada doméstica, e Marcio, como porteiro. “Tínhamos uma vida dura, de privações. Parte do que conseguíamos juntar era para os bichos e outra parte investíamos em pequenos terrenos e na nossa casa, em Parari. Hoje temos a casa que sonhamos e a possibilidade de criar nossa filha no lugar e do jeito que imaginamos”.

Depois de também terem tentado a vida em outro estado, Allana e Maylson disseram ao Mapa que pretendem investir e permanecer no sítio. “Voltamos porque aqui é nosso lugar. Trabalhamos no que é nosso e por um sonho maior, que já não está tão distante mais”, afirmou Allana ao Mapa.

*Com informações do Mapa

 

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