Rússia pede a fabricantes suspensão de exportações de fertilizantes

O governo da Rússia pediu aos fabricantes de fertilizantes do país que suspendam as suas exportações. Fábricas de insumos para os produtos também devem seguir a recomendação. A medida pode ter reflexo na produção mundial de alimentos, especialmente no Brasil, que depende da importação desses insumos para o cultivo de grãos.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está acompanhando a situação, já que a Rússia e a Ucrânia são grandes produtores desses insumos. Em 2021, cerca de 60% dos fertilizantes importados pelo Brasil vieram do mercado russo.
O Brasil importa 85% do fertilizante usado nas lavouras do país. A Rússia responde por cerca de 30% do suprimento ao país. Belarus, nação aliada de Vladimir Putin, por cerca de 20%.
Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro visitou o presidente russo, Vladimir Putin, para garantir o fluxo de fosfatados e nitrogenados para o Brasil. Agora, com o pedido feito nesta sexta-feira (4) pelo governo russo, a solicitação de Bolsonaro deve ser desconsiderada.
Nesta semana, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assegurou que o estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. Entretanto, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que o Brasil tem estoque de fertilizantes até junho.
Um dos componentes que causam preocupação é o cloreto de potássio. Mais de 2 milhões de toneladas já estavam comprometidos com as sanções anteriores à Bielorrúsia e outros 3 milhões de toneladas esperados têm como origem a Rússia.
Como alternativa, o Brasil pode tentar importar potássio, principal elemento dos fertilizantes, do Canadá, de Israel, do Chile, de Omã, de Marrocos e do Irã, onde Tereza Cristina esteve recentemente e tratou do fornecimento de fertilizantes para a agricultura nacional.
*Com informações de IG, G1 e Folha de S.Paulo

