Ato pela Terra: Caetano pede ao Senado que rejeite “pacote da destruição”

Foto: Marcos-Oliveira/Agência Senado/Divulgação

Convocado pelo cantor e compositor Caetano Veloso, o Ato pela Terra, realizado nesta quarta-feira (9), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, reuniu artistas e representantes de movimentos sociais em protesto contra o chamado “pacote de destruição”. O PL 6.299/2002 amplia a margem para autorização para a liberação de novos agrotóxicos no mercado, incentivando o desmatamento e garimpo em terras indígenas, informa o jornal Correio Brasiliense.

“O país vive hoje sua maior encruzilhada ambiental desde a democratização. O desmatamento na Amazônia saiu do controle. As proteções sociais e ambientais construídas nos últimos 40 anos vêm sendo solapadas. A nossa credibilidade internacional está arrasada. O prejuízo é de todos nós”, disse Caetano ao entregar o manifesto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

O cantor enfatizou que o Senado tem o poder e a responsabilidade de impedir mudanças legislativas irreversíveis. “O dia de hoje marca uma mobilização inédita, que une um número expressivo de artistas e mais de duas centenas de organizações da sociedade civil e movimentos sociais em torno da causa ambiental”, afirmou.

Caetano pediu que o Senado não ceda a interesses que possam destruir “o futuro do país” e pediu que o Poder Legislativo “desperte”. “[Os PLs] cedem a interesses localizados e empurram uma conta imensa à sociedade e comprometem o futuro do país. Com todo respeito e na esperança de que o Poder Legislativo desperte para o seu possível papel de levar o Brasil a iluminar o mundo, deixo em suas mãos esse documento.”

Retrocesso

De acordo com os artistas, as propostas “trazem um retrocesso tão grande que talvez o ambiente volte mais a ser o que era antes”. “Se aprovadas, essas proposições podem facilitar o desmatamento, permitir o garimpo em terras indígenas e desproteger a floresta contra a grilagem e os criminosos”, acrescenta.

“Além dos artistas, centenas de pessoas faziam protestos em frente à Esplanada dos Ministérios contra o pacote da destruição que incentiva agrotóxicos, desmatamento e garimpo em terras indígenas”, relata o site Brasil 247.

Pela manhã, cerca de 150 indígenas, de oito povos da Bahia, reuniram-se em frente à Esplanada, em protesto contra a liberação de mineração em terras indígenas.

Defensor das atividades extrativistas na Amazônia desde que assumiu o poder em 2019, o presidente Jair Bolsonaro tenta acelerar projetos no Congresso para flexibilizar as regulamentações ambientais e enfrentou protestos internacionais pelo aumento do desmatamento na maior floresta tropical do mundo.

*Com informações do Correio Braziliense e do Brasil 247

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