Agro do oeste baiano desenvolve programa de coleta de pilhas e baterias

Foto: Aiba/Divulgação

Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a destinação adequada de materiais perigosos, principalmente pilhas e baterias, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) desenvolvem, em parceria com a empresa Retec Tecnologia em Resíduos, o Programa de Coleta de Pilhas e Descartes de Baterias. A iniciativa, realizada desde 2019, tem foco na gestão adequada dos resíduos produzidos nas zonas rural e urbana.

O oeste baiano é referência na logística reversa e na devolução de embalagens de agroquímicos vazias, que são destinadas às centrais Campo Limpo. Integrante desse esforço por uma agricultura mais limpa e sustentável, o Programa de Coleta conta atualmente com mais de 60 Pontos de Entrega Voluntária (Pev’s), adotados por instituições públicas e privadas de ensino, empresas privadas e propriedades rurais, distribuídos por cinco municípios da região oeste: Barreiras, Correntina, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães e Mansidão.

Aproximadamente 500 quilos de pilhas e baterias já foram coletados pelo programa, evitando a contaminação do solo, da água e exposição da população aos resíduos perigosos. A expectativa é que o programa tenha mais visibilidade e que possibilite a sociedade compreender acerca da responsabilidade dos resíduos gerados, contribuindo para a conservação e preservação do meio ambiente. O programa influenciou a Associação de Produtores no Noroeste de Minas, que replicou a ideia na região.

“Espera-se que o programa seja adotado por mais instituições, podendo servir de exemplo para outras regiões do Brasil, com incentivos para as empresas adotarem cada vez mais a logística reversa e ampliarem as ações de sustentabilidade e gestão de resíduos sólidos em todo o país”, diz a analista ambiental da Aiba, Raquel Paiva.

Destino das pilhas

Responsável pela coleta das pilhas e baterias, a Retec faz o gerenciamento e a destinação adequada. Após a coleta, o resíduo é levado para a Central de Recebimento, no município de Barreiras, e, de lá, é enviado para a Central de Tratamento, em um Aterro Controlado, na cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

Desde que a campanha começou, os pontos com maior volume de coleta desses resíduos são as instituições de ensino. Parte da população não sabe que pilhas e baterias são resíduos perigosos, com alguns tipos podendo conter metais pesados a exemplo de cádmio, chumbo e níquel, que quando em estado de corrosão, podem causar danos à saúde, em caso de exposição e disposição inadequada. Por isso, a iniciativa é de grande importância para a região.

 

 

AGROemDIA

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