Em encontro com Bolsonaro, Musk anuncia projeto para levar internet a escolas rurais e monitorar a Amazônia

Imagem: Reprodução YouTube

O empresário sul-africano Elon Musk, o homem mais rico do mundo, lançou, nesta sexta-feira (20), o Starlink, projeto de satélites de baixo custo da SpaceX, para levar internet a 19.000 escolas de áreas rurais e monitorar a Amazônia. O anúncio foi feito durante visita a Porto Felix, no interior de São Paulo, onde ele se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Segundo reportagem do site InfoMoney, assinada por   Anderson Figo, Bolsonaro chamou o executivo de “mito da liberdade”, citando a recente tentativa de aquisição do Twitter, e falou que o anúncio do negócio “para nós aqui foi como um sopro de esperança”. “O mundo todo passa por pessoas que têm essa vontade de tirar a liberdade nossa. E a liberdade é a semente para o futuro”, afirmou.

“O futuro é o presente. Cada vez mais a tecnologia ficará presente entre nós. Lá atrás, a gente viu o fim da máquina de datilografia. Aqui foi anunciado o fim das auto-escolas e da carteira nacional de habilitação”, brincou o presidente, conforme o InfoMoney. “O mais importante da presença dele [Elon Musk], é algo que é imaterial. Hoje em dia, poderíamos chamá-lo de mito da liberdade. É aquilo que nos fará falta para qualquer coisa que, por ventura, possamos pensar para o futuro”, acrescentou o presidente.

Bolsonaro também disse que Musk poderia estar “se preocupando consigo próprio, mas não, veio ao nosso país, assim como tem andado pelo mundo todo, divulgando o que ele pretende deixar para todos nós”. Ele afirmou que a passagem do executivo pelo país e a breve explanação sobre o Starlink já são “uma coisa que nos marcará para sempre”.

Quando foi falar sobre a Amazônia, Bolsonaro citou um versículo da Bíblia (João 8:32): “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”, disse. “Nós pretendemos e precisamos e contamos com Elon Musk para que a Amazônia seja conhecida por todos no Brasil e no mundo, mostrar a exuberância dessa região e como ela é preservada por nós e quanto malefício causam para nós aqueles que divulgam mentiras sobre essa região”, completou.

Fábio Faria, ministro das Comunicações, citou que Bolsonaro entregará uma medalha e honra a Musk por sua “preocupação com a Amazônia” e disse, em inglês, ao convidado: “todos no Brasil te amam”. A apresentação foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do presidente.

No Twitter, Musk disse que estava “superempolgado de estar no Brasil para lançar o Starlink para 19.000 escolas sem conexão com a internet em áreas rurais e o monitoramento da Amazônia”. Em abril deste ano, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), havia dito em um tuíte que Musk teria interesse em trazer a SpaceX ao Brasil. “Vamos trabalhar para consolidar esse negócio”, escreveu.

Após o breve lançamento do projeto, Musk seguiu para uma reunião fechada com Faria e Bolsonaro, além de empresários convidados, que incluem representantes de empresas do setor de telecomunicações no Brasil.

Entenda o Starlink

A internet do Starlink, de acordo com a empresa, funciona enviando informações através do vácuo do espaço, onde se desloca mais rapidamente do que em cabos de fibra óptica, o que a torna mais acessível a mais pessoas e locais.

Segundo a SpaceX, enquanto a maioria dos serviços de internet por satélite atuais são possibilitados por satélites geoestacionários simples que orbitam o planeta a cerca de 35 mil km de altitude, o Starlink é uma constelação de vários satélites que orbitam o planeta a uma distância mais próxima da Terra, a cerca de 550 km.

Uma vez que estão em baixa órbita, o tempo de envio e recepção de dados entre o utilizador e o satélite – a latência – é muito menor do que com satélites em órbita geoestacionária, diz a empresa.

Em janeiro deste ano, a companhia de Musk foi autorizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a funcionar no Brasil. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de satélite em todo o território brasileiro. O direito de exploração vale até 2027.

Clique aqui para ler a reportagem completa do InfoMoney

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