Agropecuária

Perdas de produtividade de soja variam de 2% a 20% no RS; no milho, de 10% a 50%

Foto: Divulgação/Gov. RS

Do Broadcast

As perdas de produtividade na safra de soja 2022/23 variam de 2% a 20% no Rio Grande do Sul, informou a Emater-RS em boletim semanal, considerando levantamento feito em 412 municípios. Segundo a Emater, as regiões mais afetadas pela estiagem são a de Santa Maria e Santa Rosa, onde a queda de rendimento é de cerca de 20%. Nas regiões de Bagé, Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado e Pelotas, a perda de produtividade é projetada pela Emater em torno de 10%; enquanto nas regiões de Erechim e Soledade, o recuo de rendimento é previsto entre 2% e 3%.

Nas regionais de Caxias do Sul, Passo Fundo e Porto Alegre não houve redução de produtividade, segundo a Emater. No Estado, a produtividade é estimada pela Emater inicialmente em 3.131 kg por hectare em área de 6,569 milhões de hectares. O plantio atingiu 99% da área estimada, conforme as informações da entidade. Das lavouras implantadas, 48% encontram-se em desenvolvimento, 35%, em florescimento e 17%, em enchimento dos grãos (17%).

De acordo com a Emater, lavouras das regiões sul e leste do Estado foram beneficiadas e tiveram estresse amenizado momentaneamente pelas chuvas irregulares ocorridas na última semana. “No entanto, na maior parte do território estadual, não houve precipitações ou elas foram insuficientes para reverter o quadro de estiagem”, ponderou a entidade. Na maior parte do Estado, os dias foram de calor excessivo, secos e com alta intensidade da radiação solar, acrescentou a Emater. “Ocasionando elevadas taxas de evapotranspiração, afetando negativamente as lavouras de soja. Nas lavouras mais afetadas é possível observar folhas murchas nas primeiras horas da manhã, assim como a queda acentuada de flores. Nota-se, de maneira geral, que ocorre desfolha, concentrada no terço inferior, e pouca emissão de novas folhas”, observou a Emater.

No milho, as perdas de produtividade são estimadas pela Emater entre 10% e 50%. De acordo com levantamento feito pela estatal em 463 municípios, as regiões mais afetadas são as de Bagé, Frederico Westphalen e Santa Maria com quebra prevista em cerca de 50%. Nas regionais de Erechim, Ijuí, Pelotas e Santa Rosa, as perdas nas lavouras vão de 35% a 40% estima a Emater; enquanto nas regiões de Lajeado, Passo Fundo e Soledade são próximas a 20% e na de Porto Alegre é de cerca de 10%. A região menos afetada é a de Caxias do Sul, onde a estimativa de produtividade se manteve.

Estiolamento dos colmos das plantas

A Emater informou também que a colheita do cereal alcançou 35% no Estado e o plantio chegou a 97%. Das lavouras implantadas, 14% estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 19% em enchimento de grãos e 20% em maturação. “A estiagem provocou o estiolamento dos colmos das plantas, que não se mantêm em pé, aumentando o número de plantas acamadas e de difícil recolhimento na operação de corte. Essa situação está contribuindo para a antecipação da colheita, mesmo de grãos com umidade acima do ideal, entre 25% e 28%”, afirmou a entidade. A área prevista para o cereal no Estado é de 831,786 mil hectares, com produtividade de 7.337 kg por hectare, prevê a Emater.

Há perda de produtividade, em virtude da estiagem, também nas lavouras de arroz. A Emater estima recuo de rendimento de 2% a 4% nas regiões de Lajeado, Santa Maria e Soledade; de 7% e 8%, respectivamente, nas regiões de Bagé e Pelotas. Já entre as maiores regiões de produção, como a de Porto Alegre, a expectativa de produtividade foi mantida pela estatal.

A produtividade da safra é projetada em 8.266 kg por hectare, em área plantada de 862,498 mil hectares, estimada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As lavouras do cereal encontram-se em germinação e desenvolvimento vegetativo (52%), floração (36%) e enchimento de grãos (12%). “Aproximadamente 48% das lavouras estão entre as fases de emissão das panículas e floração e há preocupação com o possível impacto da combinação de temperaturas próximas de 40°C e com a baixa umidade relativa do ar, registradas no período. Picos de temperaturas acima de 35°C podem causar a esterilização de espiguetas”, observou a Emater, ressaltando que a temperatura ideal para as lavouras em florescimento é entre 30º e 33º e de 20º a 25º para as plantas em maturação.

 

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