Ataques ao pequeno produtor

Gil Reis*
Os controligarcas se converteram nos donos da doutrina ambientalista que pretende controlar os pequenos produtores de alimentos para poder controlar a fome e reduzir a população mundial. Os pobres que se ‘lixem’. Salvar o planeta é um mero detalhe. A humanidade ainda não tomou consciência que tem de anular a influência dos controligarcas para salvar a todos. O dinheiro honestamente conseguido não é um mal quando tem bom uso, entretanto, quando serve para fortalecer o lado mal da força, temos que nos acautelar.
A Fox News publicou, em 14 de novembro de 2023, o artigo “Bill Gates compra terras e ameaça pequenas fazendas sob o pretexto de salvar o planeta”, assinado por Brianna Herlihy, redatora de política da Fox News Digital. Transcrevo trechos:
“Um novo livro que visa ‘expor a classe bilionária’ diz que os investimentos do co-fundador da Microsoft, Bill Gates, em fertilizantes patenteados, carne falsa e terras agrícolas dos EUA não estão a salvar o planeta, mas sim a enriquecer a sua conta bancária. ‘Controligarcas’, que chega às estantes na terça-feira, examina bilionários como Bill Gates e como sua riqueza controla as alavancas de poder que dominam a vida cotidiana do americano médio. O autor e jornalista investigativo Seamus Bruner – que liderou equipes cujas descobertas geraram diversas investigações do FBI e do Congresso sobre as famílias Clinton e Biden – diz que sua pesquisa revelou os esforços de Gates para comprar terras agrícolas americanas e investir em laticínios sintéticos e carnes cultivadas em laboratório no nome de prevenção das alterações climáticas. Nesse processo, diz Bruner, Gates está fazendo mais para inflar seu patrimônio líquido do que para eliminar as emissões de carbono.
‘Primeiro, foram patenteadas sementes e fertilizantes patenteados, e agora eles estão patenteando alternativas de carne. Banir o gado concederia monopólios efetivos às empresas de proteínas alternativas e beneficiaria investidores como Bill Gates, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg e até mesmo BlackRock sobre controlar o mercado de alimentos, não sobre salvar o planeta’, disse Bruner em entrevista à Fox News Digital.
Bruner descreve a ligação de Gates à ‘Revolução Verde’ – uma série de avanços agrícolas tornados possíveis pela investigação e design financiados por Rockefeller na década de 1940 para ajudar a resolver as crises de pobreza e fome da época. ‘A Revolução Verde foi a prova simultânea de que problemas como a pobreza e a fome poderiam ser resolvidos através da inovação humana e que as soluções, como as culturas geneticamente modificadas resistentes aos pesticidas, podem apresentar novos problemas como a poluição, o esgotamento dos recursos e a consolidação de culturas de pequena escala e fazendas familiares em fazendas gigantes controladas por empresas’, diz o documento.
‘Mas em vez de assumirem a responsabilidade pelos novos problemas, os Rockefellers assumiram todo o crédito pela abundância das colheitas, ao mesmo tempo que atribuíram os novos problemas ao conveniente bode expiatório das alterações climáticas’, escreve Bruner. ‘Agora, os Controligarcas afirmam que podem resolver a crise climática com novos produtos milagrosos patenteados que os tornam ainda mais ricos e, mais uma vez, à custa dos pequenos agricultores independentes’, acrescenta.
‘No total, Gates gastou mais de mil milhões de dólares em aquisições agrícolas e nas tecnologias compatíveis com a Agenda 2030 que agora empregam’, diz Bruner. A Agenda 2030 é uma iniciativa das Nações Unidas que pretende ‘eliminar a pobreza extrema, reduzir a desigualdade e proteger o planeta’. ‘Quando Gates compra dezenas de milhares de acres, ele não está apenas comprando a terra – ele também está comprando os direitos à água subterrânea. Além de fazendas (e irrigação) e fertilizantes, Gates tem procurado interesses consideráveis em água e tratamento de água – um componente crucial quando se busca controlar a indústria agrícola’, observa Bruner.
Outra secção do livro alerta que o próximo alvo de Gates são as empresas de carne sintética como a Beyond Meat e a Impossible Foods, que receberam mais de duas dúzias de patentes para os seus produtos de carne falsa (e lacticínios falsos) e têm mais de 100 patentes pendentes. Gates já investiu milhões nessas empresas, embora os consumidores em geral ainda não estejam entusiasmados com os produtos.
Um novo livro que visa ‘expor a classe bilionária’ diz que os investimentos do co-fundador da Microsoft, Bill Gates, em fertilizantes patenteados, carne falsa e terras agrícolas dos EUA não estão a salvar o planeta, mas sim a enriquecer a sua conta bancária. Bruner observa que a incursão de Gates no mercado de carne falsa ocorre no momento em que o inventor da Microsoft alerta que a flatulência das vacas contribui significativamente para as alterações climáticas. ‘E não deveria surpreender que, embora se espere que os camponeses comam fungos fermentados, carnes cultivadas em laboratório e batidos de larvas, os Controligarcas – com os seus chefs privados – não têm intenção de fazer o mesmo se o comportamento recente servir de indicador, ‘diz Bruner.
‘Bill Gates e Warren Buffett adoram comer hambúrgueres de carne e bifes quando Gates visita seu mentor em Omaha. Zuckerberg gosta de fumar peito de boi e grelhar costelas de porco (de vacas e porcos reais) e diz que as carnes ficam ‘duplamente melhores quando você caça um animal para você mesmo, escreve Bruner. A Fox News Digital entrou em contato com a Fundação Gates, mas não recebeu resposta a tempo para publicação.”
O livro a que se refere Brianna Herlihy revela o mau uso do dinheiro destinado para fazer apenas lucro sem beneficiar a humanidade ou o planeta. Temos que ‘mitigar’ (usando o verbo tão usado hoje) a influência de homens como Bill Gates, Warren Buffett e Mark Zuckerberg, que pregam contra o consumo pelos pobres da alimentação nobre e, ao mesmo tempo, que estes tipos de alimentos possam frequentar apenas as mesas das elites que representam.
“Uma escuridão terrível abateu-se sobre nós, mas não podemos nos render” – Membro anônimo da Resistência francesa, em 1943.
*Consultor em Agronegócio
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

