Uma reflexão religiosa

Gil Reis*

Já estudei todos os argumentos científicos disponíveis, a história da trajetória e evolução da humanidade por milhares de anos e sempre me deparei com uma verdade inconteste: sem os alimentos não haveria, não há ou não haverá qualquer tipo de vida no nosso planeta. Não importa se animal ou vegetal, a vida para existir, se manter e evoluir necessita de alimentos, cada espécie o seu tipo. No caso do ser humano, o alimento que durante mais tempo possibilitou sua existência e evolução foi a proteína animal. Vale lembrar que nem sempre estivemos no topo da cadeia alimentar.

Continuando os estudos sobre a vida na terra e estudando a história do nosso país cheguei ao estudo da religião predominante. Fiquei extremamente espantado com a guinada na religião oficial do Brasil – o Cristianismo. Pasmem os senhores, a reponsabilidade de tal guinada não cabe a qualquer outra religião.

Pois bem, o Cristianismo não está sendo solapado por outra religião e sim por um ideário que os ambientalistas orquestrados pelo “velho mundo” fazem proselitismo em todo o planeta e principalmente no Brasil. Os ambientalistas e o próprio IPCC da ONU vêm muito sub-repticiamente convencendo os mais crédulos a desmerecer os Evangelhos Bíblicos. Afinal, não é possível ser cristão sem seguir a “Palavra de Deus” escrita na Bíblia.

O leitor a essas alturas deve estar perplexo querendo saber o porquê da minha afirmativa de que o Cristianismo está sendo solapado no Brasil. A resposta é muito simples: analisem cuidadosamente a pregação feita pelos ambientalistas umbilicalmente ligados ao “velho mundo”, as afirmativas do IPCC da ONU e depois gastem um tempinho lendo com atenção o “Novo Testamento da Bíblia.

Vou facilitar. Estou me referindo à enorme campanha contra as proteínas animais. Vamos examinar, rápida e superficialmente, alguns evangelhos.

A multiplicação dos pães e peixes citados nos Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas e João.  De acordo com os evangelhos, quando Jesus ouviu que João Batista havia sido morto, ele recuou solitariamente para um local em Betsaida. A multidão seguiu Jesus a pé a partir das cidades da região. Quando Jesus desembarcou e viu a grande quantidade de gente presente, ele se compadeceu deles e curou seus doentes. Conforme a noite se aproximou, os discípulos chegaram até ele e disseram: “Este lugar é deserto e a hora é já passada; despede, pois, as multidões, para que, indo às aldeias, comprem alguma coisa para comer”. Jesus respondeu: “Não precisam ir; dai-lhes vós de comer”. Os discípulos retrucaram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes” e Jesus pediu-lhes que lhe trouxessem.

Segundo o texto, Jesus operou, então, um grande milagre: multiplicou os pães e os peixes para alimentar milhares de pessoas que o seguiam e se abeberavam dos seus ensinamentos. O peixe não é um animal? A sua carne não é proteína? Os cristãos conseguem admitir que o “Salvador Jesus” iria saciar a fome de seus seguidores com alimentos impuros? O próprio Jesus foi chamado de “O Cordeiro de Deus”. Para não nos aprofundarmos nos estudos bíblicos vale recordar que o mais antigo símbolo do Cristianismo é o peixe.

Mesmo diante destes poucos argumentos abordando superficialmente a Bíblia, os brasileiros estão dispostos a abjurar as proteínas animais e a abandonar os seus ensinamentos? O Cristianismo tem mais de 2 mil anos e a doutrina do IPCC da ONU, os novos salvadores da humanidade têm, aproximadamente, 30 anos. Infelizmente há cristãos que preferem seguir a “pregação” dos novos salvadores da humanidade e seus colaboracionistas.  Atentem bem que a base do Cristianismo é o bem-estar, saúde e evolução dos seres humanos nesta e na próxima vida, além, naturalmente, do “Religare”.

A guerra, na contramão da história, desfechada por ONGs internacionais contra a humanidade envolve – além dos ataques contra as proteínas animais que alimentaram e promoveram a evolução dos seres humanos nos últimos 400.000 anos e contra os defensivos agrícolas que ensejaram alimentos de origem vegetal mais saudáveis – o ataque a produção agropecuária, uma medida tipicamente “eugênica”, que provocará a mortandade de milhões de pobres,  considerados pelos “senhores do mundo” indesejáveis, em razão da falta de alimentos. Toda essa estratégia usa como argumento a salvação do planeta.

Vou me permitir citar o que me escreveu um amigo muito querido sem citar seu nome. Ele afirmou analisando um dos meus recentes artigos: “Realmente é difícil acreditar em tudo o que dizem sobre aquecimento global. Tem mais um argumento: 71% da superfície terrestre é coberta por oceanos. O restante (29%), tem todo o resto, incluindo desertos, matas, montanhas etc. O aquecimento provocado pela humanidade vem de uma fração dessa parte terrestre e deve estar concentrado principalmente nas cidades e não no campo ou na agricultura”.

Agora vou tomar a liberdade de repetir o que já escrevi em outro artigo falando da campanha contra as proteínas animais.

“Então vejamos, a Cúpula dos Sistemas Alimentares, na contramão da história, pretende erradicar o consumo da proteína animal que possibilitou a sobrevivência e a evolução dos seres humanos na face do planeta para evitar o aquecimento global e as alterações climáticas, numa clara postura ignorante e suicida. A ideia é substituí-la por proteínas com origem no “plant based”, o que é uma verdadeira insanidade.

A prestigiosa revista científica Nature publicou em um artigo assinado por Daniel Azevedo Duarte, no início deste mês, um estudo que mostra uma diferença de 90% entre os plant based e as proteínas de origem animal no metabolismo nutricional de humanos.

Toda essa campanha contra as proteínas animais usando como argumentos o aquecimento global e as mudanças climáticas lembram muito a utilização, no passado, dos eclipses solares para controlar a mor parte da população que desconhecia que se tratava de um fenômeno natural. Assustar as pessoas sempre foi uma estratégia bem-sucedida como instrumento de poder. Naturalmente não estou negando a necessidade proteção do meio ambiente, até mesmo a sua recuperação, por motivos alheios aos difundidos pelos ambientalistas”.

Assim se os brasileiros aceitarem deixar de consumir as proteínas animais, acreditando nas mensagens pregadas pelos ambientalistas, contrariando os ensinamentos bíblicos, teremos que admitir, para alguns mesmo a contragosto, o que digo neste artigo – o Cristianismo está sendo atacado.

*Consultor em Agronegócio

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

 

 

 

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