Importação de arroz: Governo federal pede alternativas ao setor arrozeiro
Arrozeiros gaúchos e o governo federal se reuniram em Brasília para conversar sobre a safra de arroz e um possível novo leilão para importação do cereal. O setor produtivo é contra a compra do cereal de outros países e garante que a produção nacional é suficiente para abastecer o mercado interno.
A cadeia arrozeira foi representada na reunião pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). Participaram do encontro o presidente Alexandre Velho, o vice-presidente Roberto Ghigino, o diretor Jurídico e Executivo Anderson Belloli e o ex-presidente da Federarroz e presidente da Câmara Setorial do Arroz, Henrique Dornelles.
O governo federal foi representado pelos ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.
Alexandre Velho avaliou a reunião como produtiva. “Abrimos um canal de diálogo direto com o governo no sentido de buscar alternativas quanto ao leilão. Vai depender de um entendimento de toda a cadeia arrozeira”. Uma proposta alternativa será construída pelos produtores e deverá ser apresentada ao governo até o próximo dia 27 de junho.
O presidente da Federarroz disse ainda que a reunião foi uma oportunidade de o setor produtivo fazer alguns esclarecimentos. “Fazê-los entender os grandes riscos que o setor pode ter com o atual plano. Nós abrimos um canal de diálogo e vamos trabalhar nos próximos dias para apresentar uma alternativa e ter uma definição final do governo”, afirmou Velho.
Também participaram do encontro Carlos Ernesto Augustin, Silvio Farnese, José Maria dos Anjos e Wilson Vaz, do Ministério da Agricultura, e Sílvio Porto, da Conab.

