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Origens dos ataques à Amazônia

*Gil Reis

Toda a cupidez de alguns países em relação à Amazônia, com o sonho recorrente de décadas pela internacionalização do bioma e o ataque frontal à soberania brasileira com a utilização de argumentos climáticos e de preservação do meio ambiente, nos remete a um estudo mais aprofundado praticamente inesgotável das causas reais do que está ocorrendo.

Há realmente uma cortina de fumaça envolvendo a cobiça de alguns deles que classificamos como amigos, nos desviando de assuntos como as riquezas da Amazônia.

Será que o Bioma Amazônico é apenas a maior floresta tropical, o maior repositório de biodiversidade e o regulador climático do planeta? Dizem que Brasil é o celeiro do mundo, alguns acham que é um elogio porque não conhecem o significado do substantivo. Celeiro: tipo de construção em que se guardam cereais, palha e outras provisões; depósito de mantimentos; paiol, tulha, ou seja, não nos reconhecem como produtores, mas como guardadores de produtos que precisam.

Para desvendar as razões dos ataques ao agro brasileiro e o Código Florestal, conquistado a duras penas, é preciso seguir o que os autores de obras policiais aconselham – siga o dinheiro. No caso, é preciso seguir os interesses e receios daqueles que habitualmente cometem o acinte de atacar a soberania brasileira usando todo o tipo de argumentação.

A ideia deste artigo é mostrar ao leitor a atitude, ao longo dos anos, dos governos, políticos e jornalistas estrangeiros com relação ao Brasil e à Amazônia. Daí para frente é como diz o grande filósofo Millor Fernandes – “pensar é só pensar” – e eu complemento – “raciocinar é que são elas”.

– Em 1981, o Conselho Mundial das Igrejas Cristãs declarou que “a Amazônia é Patrimônio da Humanidade e que sua posse por países é meramente circunstancial.”

– Em 1983, Margareth Tacher “aconselhou as nações carentes de dinheiro a venderem seus territórios e fábricas”.

– Em 1984, o vice-presidente Al Gore, dos EUA, declarou que” Amazônia não é deles, é de todos nós.” Durante debates entre ele e Bush foi sugerida a troca de florestas tropicais por dívidas dos países que as possuem.

– Em 1985, o presidente Mitterrand declarou: “O Brasil deve aceitar a soberania relativa sobre a Amazônia”. – Mikhail Gorbachev declarou: “O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia”.

– O primeiro-ministro inglês Major asseverou: “A Amazônia pode ensejar operações diretas sobre ela”. – O Gen Patrick Hugles dos EUA também disse: “Caso o Brasil no uso da Amazônia puser em risco o meio ambiente nos EUA, estamos prontos para interromper.”

“A Amazônia deve ser intocável, pois constitui-se no banco de reservas florestais da Humanidade” – Congresso de Ecologistas Alemães, 1990.

“Só a internacionalização pode salvar a Amazônia.” – Grupo dos Cem, 1989, Cidade do México.

“A destruição da Amazônia seria a destruição do mundo.” – Parlamento Italiano, 1989.

Maurice Guernier, secretário do Clube de Roma, em entrevista realizada em 27 de maio de 1980, declara: “A nossa chave para o poder é o movimento ecológico”.

O professor Thomas Lovejoy, biólogo americano, disse em uma entrevista:
– (…) o problema real é este nacionalismo estúpido e os projetos de desenvolvimento aos quais ele leva. (…) Os brasileiros – e eu sei disso de uma experiência de dezessete anos – pensam que podem desenvolver a Amazônia, que podem tornar-se uma superpotência. Vivem de peito estufado com isso. Portanto você tem que ser cuidadoso. Você pode ganhá-los com pouco. Deixe-os desenvolver a bauxita e outras coisas, mas reestruture os planos para reduzir a escala dos projetos de desenvolvimento energético alegando razões ambientais.

– é preciso infiltrar missionários e contratados, inclusive não religiosos, em todas as nações indígenas. Aplicar o plano de base das missões, que se coaduna com a presente diretriz e, dentro do mesmo, a aposição dos nossos homens em todos os setores da atividade pública, Conselho Mundial de Igrejas Cristãs reunido em Genebra, 1981.

– Pelos cálculos dos militares, existem no Brasil 250 mil ONGs e, desse total, 100 mil atuam na Amazônia. A criminalização dos Amazônidas, via de consequência do Brasil, já está em andamento.

A partir de agora cabe ao leitor raciocinar, lembrando sempre que a Amazônia é Brasil e tudo que se faz contra ela atinge todos os brasileiros.

O que me causa angústia é a apatia, quase criminosa, dos brasileiros do resto do país com relação aos acontecimentos que vêm se desenvolvendo na Amazônia; poucas e honrosas vozes se levantam em sua defesa.

São 100.000 ONGS na Amazônia e as forças armadas brasileiras possuem lá um contingente de menos de 30.000 soldados. Caso cada ONG possua um mínimo de 4 homens, serão 400.000 contra 30.000, isto sem levar em consideração que essas organizações tem muito mais acesso a financiamento do que as 3 forças em conjunto, cujos recursos são limitados pelo orçamento do nosso país.

Graças ao Criador não precisaremos de soldados, a invasão é de idéias e pelo que leio na grande imprensa, nos comentários e artigos de vários sites, a maioria dos brasileiros já foi convencida pela ideia de que somos criminosos e precisamos ser detidos – ninguém levantará um dedo ou fará um protesto para nos defender quando ocorrer a internacionalização (promovida por meia dúzia de países ricos), inclusive, já existe todo um planejamento internacional para a Amazônia, isto fica bem claro no site do greenpeace:

– “A proteção da floresta e a busca por soluções para o desenvolvimento da região é uma prioridade global do Greenpeace. Estamos trabalhando por um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia que combine responsabilidade social e proteção ambiental, permitindo a exploração dos recursos da floresta de maneira racional e assim garantindo qualidade de vida para os habitantes da região.”

O que está sendo proposto hoje para o Bioma Amazônico é muito diferente da proposta do Greenpeace?

Debaixo da terra, no Bioma Amazônico, existem lagos gigantes de água potável, chamados aquíferos. Até agora, o maior do planeta era o Guarani, entretanto um grupo de pesquisadores acaba de revelar que o aquífero Alter do Chão, que se estende pelos estados do Amazonas, Pará e Amapá, é quase duas vezes maior. “Isso representa um volume de água de 86 mil quilômetros cúbicos. Se comparado com o Guarani, por exemplo, ele tem em torno de 45 mil quilômetros cúbicos”, explicou Milton Mata, geólogo da UFPA.”

Volto a insistir, em caso de internacionalização os Amazônidas não perderão nada, somente a nacionalidade e deixarão de ser “bandidos”, quem perderá de fato será o Brasil, reduzido aos territórios da época do “tratado de Tordesilhas.

“É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígines para o desfrute pelas grandes civilizações europeias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico.” Conselho Mundial de Igrejas Cristãs reunidas em Genebra, 1992.

*Consultor em Agronegócio

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

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