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À espera de um milagre

Gil Reis*

As mudanças são uma constante no universo, entretanto, algumas pessoas afirmam que “certas coisas nunca mudam”, ledo engano tudo no universo está em permanente mudança. Para demonstrar que as coisas mudam, neste caso para pior, tomei a liberdade de republicar um de meus artigos de Natal passado.

O leitor vai verificar que houve uma mudança sim, para pior. As campanhas ambientalistas se multiplicaram e agravaram. Governantes mal informados as usam, por desconhecerem a história universal e as alterações sofridas pelo nosso planetinha desde o seu surgimento no universo, ou por uso político das sempiternas alterações climáticas para se manter no poder e manipular os seus povos.

Continuo e sempre continuarei a afirmar que os cientistas à serviço da ONU não deveriam estar estudando a mitigação do que não pode ser mitigado e sim, usando a tecnologia atual e futura para promover a adaptação dos seres humanos diante das inevitáveis e constantes alterações climáticas do passado, de hoje e do porvir. Vamos ao artigo republicado:

“Neste Natal minha voz se une a milhares de outras em oração para que ocorra um milagre (acontecimento extraordinário, incomum ou formidável que não pode ser explicado pelas leis naturais), não o milagre da multiplicação dos pães que seria muito bem vindo e sim o milagre da conscientização para que a humanidade perceba que as informações oriundas do braço ambiental da ONU são ‘fakes’, falsas, quando parodiando a frase tornada célebre pelo filósofo inglês Thomas Hobbes, 1588 a 1679 – ‘O homem é o lobo do homem’ –  que significa que o homem é o maior inimigo do próprio homem, divulga através da grande mídia que o ser humano está destruindo o planeta.

Usei neste artigo o título da fantástica obra do mestre Stephen King ‘A espera de um milagre’ de forma proposital, pois narra a história de um presidiário no ‘corredor da morte’ condenado pelo assassinato de uma menina, crime que não cometeu. Qualquer semelhança é mera coincidência, o pânico disseminado pelo braço ambiental da ONU nos faz prisioneiros e nos coloca a todos no corredor da morte por um crime que não cometemos, a destruição do planeta. Nos foi imputado falsamente que somos os autores do ‘aquecimento global’ e das ‘alterações climáticas’.

A imputação surgiu a partir de uma campanha insidiosa deslanchada por Maurice Guernier, Secretário do Clube de Roma, em entrevista realizada em 27 de maio de 1980, ao declarar – ‘A nossa chave para o poder é o movimento ecológico’. O Clube de Roma fundado em 1968 pelo industrial italiano Aurelio Peccei e pelo cientista escocês Alexander King que notabilizou-se a partir de 1972, ano da publicação do relatório intitulado “Os Limites do Crescimento”, elaborado por uma equipe do MIT, contratada pelo Clube de Roma e chefiada por Dana Meadows.

O relatório, que ficaria conhecido como Relatório do Clube de Roma ou Relatório Meadows, tratava de problemas cruciais para o futuro desenvolvimento da humanidade tais como energia, poluição, saneamento, saúde, ambiente, tecnologia e crescimento populacional, foi publicado e vendeu mais de 30 milhões de cópias em 30 idiomas tornando-se o livro sobre ambiente mais vendido da história. Utilizando modelos matemáticos, o MIT chegou à conclusão de que o Planeta Terra não suportaria o crescimento populacional devido à pressão gerada sobre os recursos naturais e energéticos e ao aumento da poluição, mesmo tendo em conta o avanço tecnológico. Estava criada a famosa agenda do Clube de Roma, a Bíblia dos ambientalistas que prega que o crescimento da humanidade e o consumo devem ser controlados, ou seja nós humanos carecemos de controle.

Mas, o que há por trás de toda a demagogia que está levando ao pânico toda a humanidade? Depois do fenomenal salto evolutivo que a humanidade deu no século passado e quando nos preparávamos para um ainda maior surgiu a história do aquecimento global e alterações climáticas. Historicamente não é nenhuma novidade que todas as vezes que alguns seres humanos começam a descobrir caminhos que levam em direção à evolução surgem pessoas ou grupos que eu denominaria de ‘contra evolucionários’ movendo céus e terra para impedir que qualquer evolução ocorra.

Os incrédulos indagarão qual a vantagem de impedir a evolução? Caso se dessem ao trabalho de estudar a história da humanidade perceberiam que todas as vezes que as evoluções ocorreram os poderes mudaram de mãos. Durante milhares de anos as crenças religiosas reprimiram quaisquer ideias ou ações evolutivas, chegando a acontecimentos mais recentes onde estudiosos e filósofos foram sacrificados em função de suas ideias evolucionárias.

Qualquer leitor que se aprofunde nas consequências de um novo salto evolutivo vai perceber o que há por trás dos investimentos trilhardários para manipular a grande mídia e na elaboração de relatórios climáticos manipulados e distorcidos – o pavor dos grupos econômicos e empresariais de perder o poder. No mundo em que vivemos poder significa dinheiro. O que move o mundo hoje é o ‘vil metal’, não tão vil quando é nosso.”

“À medida que a inflação aumenta e as perspectivas de nosso retorno à normalidade após a pandemia desaparecem cada vez mais em um futuro distante, as críticas se concentram com razão nas instituições financeiras e nos reguladores. Eles afirmam que a impressão de dinheiro, que inevitavelmente causou o aumento dos preços, era necessária para mitigar o caos econômico dos bloqueios. Mas agora eles parecem estar por trás de um terceiro ato de imensa automutilação para ajudar a conduzir o mundo à inflação e impedir deliberadamente a recuperação econômica. O aumento dos preços da energia que o mundo viu não foi o resultado de uma crise de abastecimento imprevisível, mas foi projetado por aqueles encarregados de administrar a economia” – Ben Pilha

Por isso que convido o leitor a fazer um exame de consciência e um breve estudo da história universal. O aquecimento global de 1,5 grau em um século causou muito menos prejuízos à humanidade do que as ações de mitigação de tal aquecimento nos últimos 20 anos. Não é possível negar que as alterações climáticas tem causado prejuízos, todavia menos pelas ocorrências do que pela falta de estudos científicos para proteger os seres humanos e a produção. Ademais, novamente um breve estudo da história, tais ocorrências climáticas tem sido menos frequentes e graves no século atual que nos últimos 400 anos.

Feliz Natal a todos e vamos orar e rezar todos juntos para que o milagre da conscientização mundial ocorra e que o Criador se apiade de todos nós. Ao ouvirem os sinos de Natal não perguntem ‘por quem os sinos dobram’ – “A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. Trecho de um poema de John Donne, poeta inglês do século 17, usada por Ernest Hemingway no começo de uma de suas obras mais importantes.

*Consultor em Agronegócio

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

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