Exportações de bovinos vivos atingiram recorde em 2024
Da redação
As exportações brasileiras de bovinos vivos foram recorde em 2024. As vendas externas de gado vivo somaram US$ 850 milhões, alta de 74% em relação ao ano anterior. O volume comercializado para fora do Brasil alcançou 373,6 mil toneladas, crescimento de 87,3% na mesma comparação. Os números constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nessa quarta-feira (8) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, três países foram os responsáveis pelo recorde das exportações brasileiras de bovinos vivos em 2024: Iraque (US$ 299,1 milhões; +446,9%); Turquia (US$ 259,4 milhões; -10,2%); e Egito (US$ 107,8 milhões; +229,4%). Estes três mercados responderam por praticamente 80% das vendas externas de gado vivo brasileiro.
O comércio exterior de bovinos vivos é um dos mercados mais exigentes e restritos do agronegócio. O Brasil conseguiu ingressar nesse nicho de mercado na primeira metade dos anos 2010. Desde então, o país tem alcançados bons resultados na exportação de boi vivo, o que também representa o reconhecimento global da qualidade e da sanidade do rebanho bovino brasileiro.
Além de bovinos vivos, outros sete produtos tiveram recordes de exportações, em valor e quantidade embarcada, no ano passado. Veja abaixo quais foram os produtos:
*Açúcar de cana em bruto – US$ 15,9 bilhões (+19,4%) e 33,5 milhões de toneladas (+23,8%) – A produção brasileira de açúcar (safra 2023/2024) foi recorde, chegando a 45,7 milhões de toneladas (+24,1%). Este incremento na oferta e produção fraca em outros mercados possibilitou o volume recorde embarcado. Os principais países importadores foram: Indonésia (US$ 1,65 bilhão; +105,6%); Índia (US$ 1,61 bilhão; +31,5%); China (US$ 1,4 bilhão; -24,8%); Emirados Árabes Unidos (US$ 1,15 bilhão; +150,9%); Argélia (US$ 1,05 bilhão; +12,6%).
Café verde – US$ 11,3 bilhões (+55,0%) e 2,8 milhões de toneladas (+30,8%) – Os preços internacionais do café bateram recorde no ano de 2024. Neste contexto de preços elevados o Brasil aumentou as vendas externas, registrando o recorde de volume e valor comercializado. Os principais mercados importadores foram: União Europeia (US$ 5,6 bilhões; +65,6%); Estados Unidos (US$ 1,9 bilhão; +67,6%); Japão (US$ 562,0 milhões; +28,9%); Turquia (US$ 337,6 milhões; +24,1%); e Rússia (US$ 266,1 milhões; +103,5%);
*Algodão não cardado e não penteado – US$ 5,2 bilhões (+67,7%) e 2,8 milhões de toneladas (+71,4%) – Em 2023/2024 o Brasil colheu a maior safra de algodão em caroço da história, com 8,9 milhões de toneladas (+15,8%). Este aumento da safra possibilitou a elevação do excedente exportável e os volumes e valores recordes mencionados. Os principais mercados importadores foram: China (US$ 1,73 bilhão; +15,5%); Vietnã (US$ 1,0 bilhão; +162,0%); Bangladesh (US$ 604,4 milhões; +53,5%); Paquistão (US$ 519,9 milhões; +219,9%); e Turquia (US$ 460,9 milhões; +81,9%);
*Carne suína in natura – US$ 2,8 bilhões (+7,6%) e 1,2 milhão de toneladas (+8,5%) – a produção brasileira de carne suína bateu recorde em 2024, chegando a 5,4 milhões de toneladas (equivalente carcaça) . Ademais, o forte aumento das exportações às Filipinas (US$ 526,49 milhões; +92,1%) e Japão (US$ 310,24 milhões; +133,6%) explicam o recorde das exportações em 2024;
*Café solúvel – US$ 899,1 milhões (+33,0%) e 90,9 mil toneladas (+13,9%) – Houve elevação de valor absoluto exportado, acima de US$ 20 milhões, para quatro mercados: Rússia (+US$ 40,3 milhões); União Europeia (+ US$ 31,3 milhões); Estados Unidos (+30,3 milhões); e México (+ US$ 29,2 milhões);
*Feijões secos – US$ 335,2 milhões (+164,2%) e 342,9 mil toneladas (+146,9%) – Houve forte elevação das exportações de feijões secos à Índia, que adquiriu US$ 148,0 milhões (+170,8%) ou o equivalente a 44% do valor exportado. Além da Índia, vários países registraram forte elevação das compras: Venezuela (US$ 45,74 milhões; +2.062,5%); México (US$ 29,05 milhões; +2.169,6%); África do Sul (US$ 25,49 milhões; +1.036,6%);
*Sebo Bovino – US$ 308,7 milhões; (+2,0%) e 320,0 mil toneladas (+30,7%). As exportações brasileiras de sebo bovino são realizadas praticamente para os Estados Unidos, país que adquiriu 94% do valor embarcado pelo Brasil ou US$ 289,6 milhões (+8,3%).


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