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Saudemos o agricultor

Tito Matos

Amanhã, dia 28 de julho, se comemora o Dia do Agricultor. A data foi criada em 1960 para celebrar os 100 anos da criação do Ministério da Agricultura. São 166 anos de sua fundação por Dom Pedro II.  O Dia do Agricultor foi criado para homenagear todos aqueles – trabalhadores e trabalhadoras – que diuturnamente, dia e noite, chova ou faça sol, cuidam da terra para produzir os alimentos que saboreamos todos os dias na nossa mesa. Mesmo assim, não tem o merecido reconhecimento da sociedade consumidora. Pelo contrário, parcelas expressivas de certos segmentos os condenam, infelizmente.

Reporto a esta data para aqui dar o meu testemunho da dedicação dos ministros com os quais trabalhei como assessor de imprensa: Francisco Turra, Pratini de Moraes, Roberto Rodrigues e Guedes Pinto. Todos eles muito contribuíram para o êxito de agora do agronegócio brasileiro. Com o ministro Turra, o Brasil emplacou em 2.000/2001 uma safra recorde, de 100 milhões de toneladas de grãos. Foi um momento histórico para a agricultura brasileira.

A partir daí só cresceu. No ciclo 2014/15, dobramos a produção. Colhemos 200 milhões de toneladas. Em 2023, passamos de 300 milhões de toneladas. A previsão para este ano, safra 2025/26, se São Pedro for camarada, o Brasil passará das 360 milhões de toneladas de grãos. A essa produção se somam as 63 milhões de sacas de café.

Neste dia, é conveniente realçar que o Brasil é o maior produtor mundial de soja, café e açúcar, além de se destacar na produção de suco de laranja, de proteína animal e de milho, sem falar nas lavouras de cana-de-açúcar etc. Sem dúvida, o agronegócio brasileiro é imbatível no mundo. Vem daí o temor de nossos concorrentes. É verdade que o nosso sucesso assusta os concorrentes. Vem daí as pesadas tarifas.

Vale lembrar, hoje, amanhã e sempre que é o agricultor – mini, pequeno, médio e grande – que faz do nosso Brasil um dos maiores produtores de alimentos do mundo, alimentos para o abastecimento do mercado e ainda sobram muito para as exportações. Ano passado, por exemplo, o agro bateu recorde nas exportações. Foram US$ 169,2 bilhões, o que representa 48,5% de tudo que foi exportado pelo Brasil. É preciso ter em mente que todo este espantoso, invejável e notável crescimento não se verificou pela expansão da área plantada, mas pela produtividade, pelos investimentos em tecnologia, pela sustentabilidade, pela disposição,  coragem e dedicação do nosso produtor rural. Neste sentido, não faltou a ele o imprescindível apoio do governo Lula por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Viva os produtores brasileiros. Eles são merecedores de nossos mais exaltados aplausos.

AGROemDIA

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