Artigos

Ataque que mudou uma nação

Gil Reis*

 Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, por meio de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, pânico e, assim, obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo o restante da população do território. É utilizado por uma grande gama de instituições como forma de alcançar seus objetivos, como organizações políticas, grupos separatistas e até por governos no poder. Os americanos sofreram com um dos maiores atos de terrorismo contra uma população urbana. A Reuters publicou, em 11 de setembro de 2026, a matéria “Vinte e cinco anos após o 11 de setembro, americanos refletem sobre o ataque que mudou uma nação”, assinada por Maria Tsvetkova, Idrees Ali e Joseph Axe, que transcrevo trechos:

“Os americanos marcaram a 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro com tristeza e reflexão sombria, homenageando as quase 3.000 pessoas mortas quando aviões sequestrados atingiram o World Trade Center, o Pentágono e um campo na Pensilvânia em um ataque chocante que repercute até hoje. Em Nova York, familiares das vítimas, muitos carregando fotos de seus entes queridos, juntaram-se ao vice-presidente JD Vance e a quatro ex-presidentes dos EUA no Marco Zero, em Lower Manhattan. A cerimônia começou, como sempre, às 8h46 (horário do leste dos EUA, 12h46 GMT) com um minuto de silêncio para marcar o instante em que o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center, naquele que se tornaria o ataque mais mortal da história em solo americano.

Logo depois, os familiares das vítimas começaram a ler em voz alta os nomes de todas as 2.977 pessoas que morreram em 11 de setembro, bem como os das seis pessoas mortas no atentado ao World Trade Center em 1993, uma recitação solene que durou cerca de quatro horas. Como um lembrete do tempo que passou, alguns dos leitores eram crianças que nunca conheceram os parentes que perderam em 2001. Outros momentos de silêncio se seguiram para marcar o momento em que os outros três aviões caíram e as duas torres desabaram. Pela primeira vez, um sétimo momento de silêncio homenageou os milhares que morreram desde 2001 devido a doenças relacionadas à poeira tóxica que contaminou o ar durante meses.

Gregory Carafello compareceu à cerimônia para homenagear a memória de seu amigo de longa data, James Martello, que trabalhava na Cantor Fitzgerald, a empresa financeira que perdeu mais de 650 funcionários nos ataques. Carafello estava no 18º andar da Torre Sul, mas conseguiu evacuar.

‘Todos devem perceber que foi um dia muito ruim, catastrófico para muitas famílias’, disse ele. ‘Essas pessoas não eram guerreiras. Eram pessoas como você e eu, indo trabalhar. ’

No Pentágono, em Arlington, Virgínia, onde o voo 77 da American Airlines atingiu a lateral oeste do prédio, matando 184 pessoas, o presidente Donald Trump relatou algumas das histórias daqueles que estavam a bordo e morreram no acidente: uma mulher grávida de seu primeiro filho, uma família de quatro pessoas a caminho da Austrália e três alunos da sexta série em uma excursão escolar.

O presidente e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que também discursaram, aproveitaram seus pronunciamentos para defender a guerra contra o Irã, que consideram necessária para impedir que Teerã adquira armas nucleares.

‘Saudamos nossos socorristas e policiais, e os amamos’, disse Trump. ‘E saudamos os militares que estão trabalhando neste momento para garantir que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irã, jamais terá uma arma nuclear. ’

Em Shanksville, Pensilvânia, pessoas em luto também se reuniram no local do acidente, onde passageiros derrubaram um dos quatro aviões sequestrados, o voo 93 da United Airlines, que tinha como destino Washington.

DOR GERACIONAL

Os ataques marcaram gerações de americanos que viveram aquele dia ou cresceram em meio às suas consequências, influenciando a política externa dos EUA, a política interna e a opinião pública em relação à segurança.

Mas para muitos que foram diretamente afetados pelos ataques — as famílias e amigos das vítimas, os socorristas e os trabalhadores de resgate — o aniversário é uma homenagem às vidas perdidas em um dia claro e azul, há um quarto de século, e à dor que se seguiu.

LEGADO DURADOURO

Uma geração de americanos cresceu desde 2001, jovem demais para se lembrar dos ataques, mas cujas vidas foram fundamentalmente alteradas por eles.

Os ataques deram início à ‘guerra ao terror’, que levou às invasões americanas do Afeganistão e do Iraque, que duraram anos. A consequente reação pública ajudou a impulsionar a ascensão de Trump há uma década, quando ele prometeu não iniciar novos envolvimentos estrangeiros — uma promessa que está sendo testada pela guerra com o Irã.

Em casa, os americanos expressaram profunda solidariedade e patriotismo, bem como tristeza, imediatamente após os ataques.

Ao mesmo tempo, porém, muçulmanos americanos e imigrantes de países de maioria muçulmana enfrentaram um aumento no preconceito e nos crimes de ódio. Pesquisas de opinião pública constataram que o 11 de setembro influencia a percepção dos americanos sobre os muçulmanos até hoje. Zohran Mamdani, o primeiro prefeito muçulmano de Nova York, recebeu pedidos de alguns republicanos para que não comparecesse à cerimônia de sexta-feira, o que ele recusou.

As vítimas não se limitaram àqueles que morreram em 11 de setembro. Muitos socorristas que permaneceram no local por semanas ou meses depois, assim como moradores das proximidades e outras pessoas, adoeceram devido às toxinas presentes no ar e acabaram falecendo.

O Corpo de Bombeiros da cidade de Nova York perdeu 343 membros no dia 11 de setembro. Mais de 600 bombeiros adicionais, incluindo alguns aposentados que participaram dos esforços de resgate, morreram desde então em decorrência de doenças relacionadas ao 11 de setembro. ”

O mundo espera que novos ataques terroristas não ocorram mais, não somente nos EUA e sim no resto do mundo.

“A violência é tão americana quanto a torta de cereja” — Rap (Hubert Gerold) Brown, americano um ativista dos direitos civis e separatista negro.

*Consultor em Agronegócio.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do AGROemDIA

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre AGROemDIA

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo