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Gil Reis

Morre pessoa suspeita de ter contraído peste

Um funcionário de laboratório de um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria adoeceu e morreu em circunstâncias não divulgadas em 2 de outubro, levando as autoridades a inicialmente colocarem cerca de 200 pessoas em quarentena e causando preocupação com a saúde pública nas redes sociais. A morte, ainda não totalmente esclarecida, de Darya Shipilova, uma funcionária de laboratório de 28 anos do Instituto de Pesquisa Anti-Peste da Sibéria e do Extremo Oriente de Irkutsk, levou as autoridades russas a implementarem rapidamente uma série de medidas preventivas contra a epidemia, que atraíram a atenção mundial. As autoridades disseram que ela morreu de um tipo desconhecido de pneumonia, mas que, por precaução, colocaram em quarentena todas as pessoas que tiveram contato com ela. Desde então, afirmaram que 90% das pessoas em quarentena foram liberadas após quase 5.000 testes laboratoriais, que nenhum caso de peste foi detectado em ninguém com quem ela teve contato e que a própria Shipilova foi vacinada e, portanto, “imune às infecções perigosas com as quais trabalhava”. A agência reguladora de saúde da Rússia afirmou na quarta-feira que não havia riscos de surto de epidemia e que estava encerrando suas medidas de precaução. No entanto, relatos não confirmados sobre como Shipilova adoeceu circularam rapidamente nas redes sociais após sua morte. Uma versão dizia que ela havia derrubado um tubo de ensaio contendo bactérias vivas no trabalho, teoria rejeitada pela agência de saúde russa. Outra versão afirmava que ela adoeceu após viajar para a Tailândia ou Moldávia. Uma terceira dizia que ela passou mal depois de ir a uma área próxima à fronteira com a Mongólia. Não existem evidências de domínio público que sustentem qualquer uma dessas teorias. Não há confirmação de que ela tenha morrido de peste, embora um governador regional tenha dito inicialmente que ela “talvez” tenha morrido dessa forma. A agência de vigilância sanitária Rospotrebnadzor afirmou que ela morreu de um tipo desconhecido de pneumonia e que nenhum patógeno relevante foi encontrado em ninguém que teve contato com ela.

Despejo mata inquilina

Não apenas pestes matam pessoas. Maricarmen Abascal, a espanhola de 87 anos cujo despejo dramático no mês passado desencadeou protestos em massa por moradia que levaram a eleições antecipadas, morreu, informou nesta quarta-feira o sindicato dos inquilinos de Madri, enquanto milhares de pessoas protestavam contra sua morte. Abascal estava hospitalizada devido a ansiedade e exaustão severas desde que foi despejada em 23 de setembro de sua casa, onde morava há mais de 70 anos, quando policiais e assistentes sociais a removeram de maca. O caso dela desencadeou protestos contra a crescente crise habitacional, incluindo a escassez de moradias e o aumento exorbitante dos aluguéis. Ativistas acamparam em uma importante praça de Madri. Após a notícia da morte de Abascal na quarta-feira, milhares marcharam da praça Puerta del Sol em direção ao parlamento, gritando: “Isto não é uma morte. É um assassinato!” A causa da morte não foi divulgada. “Essa foi uma morte completamente evitável que simboliza o drama da crise habitacional na Espanha”, disse Dario Gomez, um manifestante de 36 anos em Madri. Os protestos, juntamente com a rejeição pelo parlamento na semana passada de decretos destinados a conter os despejos e limitar a pressão sobre os aluguéis, levaram o primeiro-ministro Pedro Sánchez a convocar eleições antecipadas para 29 de novembro. Sánchez procura mudar o foco da narrativa política, deixando de lado a gestão da crise migratória no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, e uma série de casos de corrupção envolvendo seu Partido Socialista e sua família, para se concentrar na crise imobiliária, na esperança de capitalizar o crescente ressentimento em relação ao aumento dos aluguéis. “Agora, após seu falecimento, ficamos com o exemplo da luta que ela travou e o legado que Maricarmen deixou. E, acima de tudo, honraremos o que ela sempre nos pediu: ‘Lutem, continuem lutando pelo que é seu'”, disse o sindicato dos inquilinos em um comunicado.

Diversificação de destinos

A diversificação de destinos sustentou o crescimento das exportações brasileiras em 2026. Entre janeiro e setembro, as vendas para a Índia subiram 85,5%, para a Europa, 20,2%, para a Oceania, 20,8%, para a América Central e Caribe, 14,9%, e para a África, 9,7%. No mesmo período, os embarques para os Estados Unidos recuaram 6,5% e para a Argentina, 18,5%. O resultado ajudou a levar as exportações a US$ 284,65 bilhões no acumulado do ano, alta de 10,4% sobre 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado reforça a importância da busca por novos parceiros comerciais para reduzir a exposição do país a oscilações em mercados tradicionais. “Os números mostram que o exportador brasileiro está ocupando mais espaço no mundo. Crescemos na Índia, na Europa, na África, no Oriente Médio e na América Central. Abrir e diversificar mercados é a melhor forma de proteger o Brasil de oscilações em parceiros específicos, e é nisso que a ApexBrasil vem trabalhando”, afirma o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Preços da arroba estáveis.

Depois de aumentarem no início da semana em todas as categorias de bovinos, os preços da arroba ficaram estáveis no Estado de São Paulo nesta terça-feira (6/10). No entanto, em quase todo o resto do Brasil, as cotações aumentaram, acompanhando o avanço no mercado paulista na véspera. Das 33 praças monitoradas pela Scot, 24 tiveram altas no preço do boi gordo na comparação diária. Os aumentos foram registrados em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Pará, Tocantins, Rondônia, Paraná, Santa Catarina e Acre. Nas demais nove regiões, as cotações ficaram estáveis. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 367 a arroba para o pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram. Segundo a Scot, em São Paulo, a oferta de boiadas estava contida e os frigoríficos estavam comprando apenas o necessário para manter as escalas de abate. A ponta vendedora buscava melhores preços, mas os negócios estavam sendo fechados dentro das referências. Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, comenta que o mercado físico do boi gordo mantém viés de alta, em um ambiente ainda caracterizado pela restrição da oferta de animais e pelo posicionamento desconfortável das escalas de abate. “As programações permanecem concentradas entre cinco e sete dias úteis, mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas”, explica. Em relação ao mercado externo, os dados de exportação de setembro, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam redução nos embarques mensais de carne bovina in natura na comparação anual. Foram exportadas 195.188 toneladas, enquanto em setembro de 2025 os embarques somaram 314.689 toneladas, o que representa um recuo de 35%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AGROemDIA

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