MS: Simpósio avalia produção e suplementação bovina

boi suplementacao
Desenvolvimento bovino depende de nutrição, manejo e lotação – Ériklis Nogueira/Embrapa

As condições da fazenda, as pastagens disponíveis e os objetivos da produção pecuária são fatores que devem orientar a opção por suplementar ou não a nutrição bovina, diz o professor e pesquisador Luís Ítavo, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Ítavo é um dos palestrantes do 3º Simpósio Repronutri – Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo, que ocorre quinta (31) e sexta-feira (1º), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande/MS. As inscrições estão abertas e vão até quinta (30).

Segundo Ítavo, a suplementação alimentar animal é oferecida apenas durante os períodos de seca e escassez de pasto em muitas fazendas. O ideal, porém, seria que o suplemento fosse disponibilizado o ano todo (ou durante o maior período possível).

A suplementação bovina pode ser utilizada para que os machos atinjam a idade de abate aos 24 meses, chegando a cerca de 480 kg – cerca de 17 arrobas – nesse período, reduzindo em até um ano o tempo para o abate (em comparação com animais não suplementados), diz Ítavo.

Também é possível usar a suplementação para aumentar a precocidade das fêmeas, permitindo que elas cheguem ao peso e tamanho corporal adequados à reprodução. Isso, assinala o pesquisador, ficaria em torno de 350 kg ou 12 arrobas aos 2 anos de idade.

De acordo com Ítavo, é preciso estudar a produção como um todo para definir se o objetivo é promover o ganho de peso dos animais ou aumentar sua precocidade. Depois, é necessário avaliar as alternativas para atingi-los, que envolvem não só a suplementação, mas técnicas como o manejo dos animais, disponibilidade de alimento e lotação nas pastagens.

Caso a suplementação seja uma opção adequada, o pesquisador sugere o uso de um suplemento proteico energético mineral (como a mistura entre o milho, farelo de soja, amireia e um núcleo mineral) para corrigir o que falta no pasto para os rebanhos e garantir um lote uniforme, bem acabado.

Entretanto, observa Ítavo, a quantidade e o tipo de suplementação devem variar de acordo com a disponibilidade alimentar em cada época do ano. Os suplementos a serem oferecidos no inverno, por exemplo, levam menos fontes proteicas e mais milho na composição.

Investimento

“Todo investimento em suplementação deve voltar em forma de arrobas. A escolha do que usar depende do preço do insumo e do desempenho que o animal vai ter com ele. Mais que o preço da arroba, importa o quanto eu gasto e o quanto o animal vai ganhar com aquele investimento”, acrescenta o pesquisador.

Os custos com manutenção da propriedade, funcionários e impostos também devem entrar na conta dos investimentos escolhidos para aumentar a produtividade dos rebanhos, ressalta Ítavo.

Com planejamento e tecnologia, o pesquisador afirma que é possível chegar ao ganho de 30 arrobas por animal/por ano. Porém, esse estágio mais avançado exige ações como adubação do pasto e um manejo mais intensivo da propriedade.

Ítavo enfatiza ainda que é importante contar com o apoio de técnicos e profissionais que apoiem a tomada de decisão planejada, continuada e personalizada para cada propriedade como forma de otimizar os recursos.

O 3º Simpósio Repronutri – Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp.

Da redação, com informações da Embrapa

AGROemDIA

O AGROemDIA é um site especializado no agrojornalismo, produzido por jornalistas com anos de experiência na cobertura do agro. Seu foco é a agropecuária, a agroindústria, a agricultura urbana, a agroecologia, a agricultura orgânica, a assistência técnica e a extensão rural, o cooperativismo, o meio ambiente, a pesquisa e a inovação tecnológica, o comércio exterior e as políticas públicas voltadas ao setor. O AGROemDIA é produzido em Brasília. E-mail: contato@agroemdia.com.br - (61) 99244.6832

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: