Rock in Rio: Vigilância nega invasão ao estande da chef Roberta

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Márcia Rolim: apreensão de alimentos foi legal – Youtube 

A chefe da Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio de Janeiro, Márcia Rolim, esclareceu o motivo da apreensão e inutilização de 160 quilos de queijo e linguiça encontrados no estande da chef Roberta Sudbrack, no Mercado Gourmet do Rock in Rio. Márcia também assegurou que não houve invasão de fiscais ao local. A operação levou Roberta – uma das mais renomadas chefs do Brasil – a fechar o espaço no festival e protestar no Facebook.

“Os produtos não se enquadravam na legislação que rege o comércio de alimentos no município e, portanto, não havia segurança alimentar”, disse Márcia ao site veja.com.

A lei – prosseguiu – determina que todos os alimentos de origem animal devem ser certificados pelo estado do Rio de Janeiro ou pelo Ministério da Agricultura. “Os queijos e linguiças comercializados no estande não tinham esse selo e, por isso, foram inutilizados.”

Ela explicou que mesmo produtos certificados no seu estado de origem precisam da certificação do estado do RJ ou do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com Márcia, a certificação no estado de origem não é suficiente para permitir o comércio interestadual de alimentos, porque impede a rastreabilidade do produto. “Não sabemos em que condições foram feitos o transporte e armazenamento. Quando o fornecedor tem o selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal), sabemos que o governo federal acompanhou toda a cadeia produtiva. Quando o selo é do estado, acompanhamos por aqui.”

Um dos dois selos dá a garantia da sanidade do produto. “Se não, como vou garantir para a minha população que o produto tem qualidade? Estamos falando de saúde alimentar, é muito grave”, acrescentou a chefe da Vigilância Sanitária do Rio. Lembrou que o público do evento era estimado em 100 mil: “Não posso arriscar a saúde de ninguém.”

“Comida de origem duvidosa”

O produtor que quiser obter o selo, informou Márcia, deve se registrar no Mapa. Depois disso, técnicos do ministério vão ao local acompanhar toda a produção para liberar o registro federal.

Sobre o fato de ter sido jogado fora um grande volume de alimentos, quando há milhares de pessoas famintas por aí – uma das razões do protesto de Roberta –, Márcia assinalou que a Vigilância Sanitária não raciocina dessa forma. “Não é porque tem gente passando fome que vamos permitir a comercialização de comida de origem duvidosa.”

Márcia também negou que tivesse ocorrido invasão ao estande da chef. “Não entendi essa frase dela. Tenho muito respeito pela Roberta e pelo trabalho dela e tenho certeza de que meus técnicos jamais “invadiriam” um estabelecimento. Todos são da área médica e de saúde. Além disso, eu estava presente na operação e tudo correu com tranquilidade. Nós checamos toda a área gourmet, ela não foi a única a passar pelo processo.”

 

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