Agropecuária quer rever cortes no Orçamento da União de 2018

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Agro considera que cortes podem afetar desempenho da atividade Foto: Agência Brasil

O setor produtivo rural defende a revisão dos valores previstos para a agropecuária no Orçamento Geral da União de 2018. Ofício conjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e de outras entidades da cadeia será enviado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), às comissões de Agricultura do Senado e da Câmara dos Deputados e ao relator-geral do orçamento pedindo ajustes em ações que afetam o setor. Ou seja, o agro quer rever os cortes apresentados na proposta orçamentária do governo.

A proposta foi definida durante reunião da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, nessa segunda-feira (6), em Brasília. Na avaliação dos integrantes da comissão, o corte nos programas de política agrícola e de defesa agropecuária comprometerá o desempenho da atividade.

Na comparação com 2017, houve uma queda de 20,4% no orçamento, que passou de R$ 35,8 bilhões para R$ 29,7 bilhões. Os cortes mais significativos foram para a equalização da taxa de juros – 30% – e para a gestão de riscos na atividade agropecuária – 19,7%.

Segundo o presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, José Mário Schreiner, o momento é “crucial”, pois o orçamento para o próximo ano está sendo definido pelo governo. A CNA pedirá R$ 1,2 bilhão para subvenção ao prêmio do seguro rural, R$ 1,7 bilhão para apoio à comercialização e R$ 3,5 milhões para o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

“A sinalização do Ministério do Planejamento é que venha um recurso extremamente estreito para o setor agropecuário. É oportuno e apropriado apresentar esta demanda para que a FPA peça a aprovação desses valores no orçamento. Os recursos solicitados são essenciais para contemplar o Plano Agrícola 2018/2019”, afirmou Schreiner.

Pleito justo

O documento também será assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

O diretor do Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da SPA/Mapa, Wilson Vaz de Araújo, entende que o pleito das entidades é justo. Na opinião dele, o setor já estava trabalhando no limite inferior e novos cortes representarão dificuldades para todos.

“Já chegamos a ter R$ 700 milhões para o seguro rural. Esse ano propusemos R$ 550 milhões e, agora, está em R$ 410 milhões. Para esse mecanismo se consolidar, precisamos ter recursos compatíveis com as apólices que estão sendo contratadas”, assinalou.

Outros temas de destaque da reunião foram o Projeto de Lei 7740/2017, que estende o mecanismo de equalização de taxas de juros aos bancos privados e às confederações de cooperativas de crédito rural e a questão dos custos cartoriais.

A possibilidade dos sindicatos rurais se tornarem correspondentes bancários foi discutida com representantes do Banco do Brasil. A ideia é que essas estruturas ofereçam alguns serviços para os produtores, como a contratação de crédito rural. Hoje, essa facilidade só é oferecida para quem é beneficiário do Pronaf.

Da redação, com informações da CNA

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