Projeto voltado à sustentabilidade socioambiental capacitará 2 mil educadores em 2018

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Divulgação

Criar uma cultura de sustentabilidade local e incentivar a liderança socioambiental de estudantes é o objetivo do EcoAtivos, iniciativa do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, que conta com a parceria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) desde setembro de 2017. Ao longo deste ano serão realizadas formações presenciais e online para cerca de 2 mil professores e 500 coordenadores pedagógicos de todas as regiões do Brasil, apoiando-os com conhecimento e metodologias participativas.

Participarão do projeto 500 escolas públicas municipais e estaduais de sete cidades: Belém (PA), Brasília (DF), Canoas (RS), Novo Hamburgo (RS), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS).

Em Brasília, o EcoAtivos formou recentemente 240 professores e coordenadores pedagógicos de 48 escolas públicas do ensino fundamental.

O projeto busca conscientizar e ampliar o conhecimento de professores, diretores, gestores e comunidade escolar em geral para a adoção de hábitos e atitudes mais sustentáveis.

Agentes de transformação

“A ideia do EcoAtivos é potencializar a realização de projetos em centenas de escolas públicas brasileiras, relacionando as temáticas sobre o consumo, meio ambiente e a mudança do clima, incentivando o protagonismo das crianças de 6 a 12 anos para que se tornem agentes de transformação”, diz Mônica Borba, coordenadora-geral e pedagógica do projeto.

“Procuramos estimular pensamentos críticos sobre a realidade local e promovendo ações práticas junto com a comunidade escolar e local, para um maior comprometimento com a cultura de sustentabilidade”, acrescenta a coordenadora-geral do EcoAtivos.

Durante as formações, os educadores serão apresentados à metodologia ‘Flor da Cultura da Sustentabilidade’, que consiste em um diagnóstico participativo para compreensão dos problemas da escola e seu entorno, fomentando reflexões sobre a mudança de pensamento e comportamento para soluções viáveis e ecológicas a curto, médio e longo prazo.

Eles também recebem conteúdos de alfabetização ecológica para proporcionar compreensão sobre como as escolas podem dialogar sobre os atuais desafios sociais, ambientais e econômicos.

A coordenadora do Criança e Consumo, Ekaterine Karageorgiadis, reforça que a escola é um espaço educador fundamental para promover diálogos sobre essas questões contemporâneas, inclusive as relações diretas entre o estímulo ao consumismo – em especial o infantil, a sustentabilidade e o cuidado meio ambiente.

“O EcoAtivos, em parceria com as secretarias de educação de estados e municípios que receberão o projeto, busca sensibilizar toda a comunidade escolar para as mudanças que o meio ambiente vem sofrendo, bem como o desenvolvimento de soluções pautadas em políticas públicas e documentos internacionais como a Carta da Terra, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis de Responsabilidade Global”, explica Ekaterine.

Políticas públicas

A diretora de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Renata Maranhão, entende que iniciativas como essa devem ser potencializadas e ampliadas. “Projetos assim são importantes para que consigamos ganhar escala para a implementação de políticas públicas estruturantes de educação ambiental, que criem condições para que a comunidade escolar reflita sobre os padrões de produção e consumo sustentáveis da nossa sociedade, e pensem em projetos coletivos de enfrentamento das problemáticas socioambientais”.

Os conteúdos da formação presencial e online do projeto estão em consonância com as políticas públicas brasileiras, como a Base Nacional Comum Curricular, as Diretrizes Curriculares Nacionais em Educação Básica, Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Ambiental e Políticas Nacionais de Educação Ambiental, Mudanças Climáticas, Resíduos Sólidos, Recursos Hídricos, Biodiversidade, Segurança Alimentar e Nutricional.

 

Para conhecer mais sobre o EcoAtivos, acesse: https://ecoativos.org.br/

Da redação, com MMA e Instituto Alana

AGROemDIA

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