Greenpeace: 36% dos alimentos têm agrotóxico proibido ou acima do limite

Trinta e seis por cento de alimentos comuns à dieta do brasileiro e vendidos em três feiras livres de São Paulo e Brasília contêm resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do limite, segundo pesquisa inédita do Greenpeace e divulgada pelo site UOL.
A pesquisadora Karen Friedrich, da Fiocruz, alerta: o consumo de agrotóxicos causa, entre outros problemas, alterações hormonais, comprometimento da tireoide, dos hormônios sexuais e até câncer.
Leia trechos da reportagem de Carlos Madeiro no UOL:
O levantamento foi feito entre os dias 11 e 13 de setembro com alimentos comprados nas centrais de abastecimento de São Paulo e Brasília e na zona cerealista de São Paulo.
Os alimentos comprados para a pesquisa foram: arroz branco, arroz integral, feijão preto, feijão carioca, mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja, banana nanica, banana prata e café.
Os 12 itens foram comprados nas feiras e as amostras enviadas ao Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico de São Paulo, ligado ao governo do estado.
“Os resultados são preocupantes”, diz o estudo, citando que os resíduos ilegais incluem “agrotóxicos não permitidos para determinadas culturas e casos em que foram encontrados limites acima dos máximos estipulados por lei”.
Em 17 amostras, foi observada a presença de mais de um tipo de agrotóxico.
Em duas amostras de pimentão, uma de São Paulo e uma de Brasília, foram encontrados sete tipos de resíduos, incluindo agrotóxicos proibidos para esse alimento.
Leia aqui a íntegra da reportagem.

