Maior feira da agricultura familiar do Nordeste começa amanhã

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Algodão branco e colorido serão apresentadas no SemiáridoShow – Ramon Vasconcelos/Embrapa

Culturas pouco exigentes em água como o algodão branco e o colorido, o gergelim, o amendoim e a mamona, além de máquinas e implementos agrícolas para pequenas propriedades, estão entre as tecnologias que serão demonstradas pela Embrapa Algodão durante a 7ª edição do SemiáridoShow, maior feira da agricultura familiar do Nordeste brasileiro.

Promovido pela Embrapa e parceiros, o evento começa nesta terça (7) e termina na sexta-feira (10), em Petrolina, no sertão de Pernambuco.

Durante os quatro dias da feira, os técnicos e agrônomos da Embrapa Algodão farão apresentações e esclarecerão dúvidas dos participantes sobre o manejo e recomendações para o sistema de produção de cada uma das culturas em destaque nas vitrines.

As informações vão desde o preparo do solo à necessidade hídrica de cada cultura, passando pela qualidade das sementes, máquinas de plantio e beneficiamento, entre outras.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão, pesquisador João Henrique Zonta, lembra que o algodão já foi uma cultura muito importante para a região e continua sendo uma das melhores opções de cultivo para a agricultura familiar do Semiárido.

“O algodão é uma planta que tolera muito a seca. O produtor pode vender a pluma para obter renda para a família e usar o caroço para alimentação animal”, observa Zonta.  “Por suas características climáticas, o Semiárido  produz fibra de excelente qualidade, abrindo oportunidade para trabalharmos com materiais diferenciados, com maior valor agregado, como o algodão fibra longa, colorido e orgânico.”

Vitrines

Na vitrine sobre o sistema de produção do algodoeiro serão apresentadas seis cultivares de algodão branco e duas de algodão colorido. Entres as variedades brancas estão três convencionais – BRS 416, BRS 286,  BRS 336 – e três transgênicas – BRS 368 RF, BRS 430 B2RF e BRS 433FL B2RF. As variedades coloridas são a BRS Rubi, de cor marrom-avermelhada, e a BRS Jade, de cor marrom-clara e com produtividade semelhante ao algodão branco.

Serão apresentadas ainda as cultivares de gergelim BRS Anahí e a BRS Seda, o amendoim BR-1 e a cultivar de mamona BRS Energia. “Cada uma dessas culturas apresenta seu diferencial para o cultivo na região Semiárida – o amendoim é uma excelente fonte de proteína, importante para a segurança alimentar e se adapta bem a solos arenosos; o gergelim tem ciclo muito curto, alta produtividade, e excelente valor de mercado, além de compor bem os arranjos de cultivos em faixas, por exemplo, como o algodão no cultivo orgânico; a mamona, devido à alta qualidade de seu óleo, possui grande demanda no mercado, e tem rusticidade, se adapta bem a regiões com incidência de secas severas”, elenca Zonta.

Esta edição contará ainda com a demonstração de pequenas máquinas desenvolvidas especialmente para a agricultura familiar, como a miniusina móvel de algodão, composta por descaroçadeira e prensa enfardadeira móvel para o beneficiamento da produção na propriedade, o que estimula o cultivo de algodão orgânico e colorido, nichos de mercado não atendidos pelas grandes algodoeiras. O equipamento possibilita ao produtor agregar valor à sua produção, comercializando a fibra diretamente com a indústria e ainda utilizar as sementes para alimentação animal.

Outra cultura importante para a convivência produtiva com o Semiárido é o sisal, cujo sistema de produção também estará exposto na feira. “O sisal é uma excelente planta para ser cultivada em regiões de climas áridos e semiáridos, inclusive em sistemas integrados e consorciados, pois além do aproveitamento da fibra para a indústria, a mucilagem é um rico alimento volumoso para animais ruminantes, podendo ser aproveitado na ração em mistura com outros alimentos”, diz o pesquisador.

Além de orientações sobre manejo da cultura, os participantes poderão conferir a demonstração do desfibramento do sisal com a máquina paraibana e a separação da mucilagem do com a peneira rotativa, equipamento que permite o aproveitamento da mucilagem com segurança para alimentação animal no período da seca.

Da redação, com informações da Embrapa

AGROemDIA

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