Identificada 1ª ocorrência de ferrugem da soja em 2017/18

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Foto: Rafael Soares/Embrapa

A primeira ocorrência de ferrugem asiática da soja em lavoura comercial da safra 2017/18 foi relatada pelo Consórcio Antiferrugem, em Itaberá (SP). A identificação foi feita por pesquisadores da Fundação ABC em uma área semeada em setembro, logo após o término do vazio sanitário.

Comparando-se a safra atual com o ciclo 2016/17, houve atraso na ocorrência da doença, já que na temporada passada o primeiro relato da doença no Brasil foi em 11 de novembro, em Taquarituba (SP).

A lavoura de Itaberá foi a primeira a ser semeada na região. Por isso, a equipe da Fundação ABC monitorou a área desde a sua emergência para servir de alerta. “Apesar de terem sido observadas pústulas de ferrugem, a incidência na área é baixa”, ressalta o pesquisador da Fundação ABC, Alan Cordeiro Vaz.

A região de Itaberá ainda tem soja perene (leguminosa perene usada em pastagens consorciadas), que também é hospedeira do fungo Phakopsora pachyrhizi. No entanto, o pesquisador explica que a severidade nessa espécie em 2017 foi baixa em razão do tempo seco observado no início da safra.

Nessa mesma região, no início do vazio sanitário, a quantidade de soja voluntária (guaxa) com ferrugem era alta, mas no final do vazio sanitário, os pesquisadores da Fundação ABC observaram redução significativa na quantidade de soja guaxa. “Essa redução deve ter sido favorecida pela ocorrência de geadas na região e, principalmente, pelo período seco, especialmente setembro”, destaca Vaz.

Nessa safra, houve atraso da semeadura da soja, em virtude da falta de chuvas, o que levará a soja a entrar em estádio reprodutivo na época onde as chuvas são mais regulares. “Por isso, os produtores devem estar alertas e intensificar o monitoramento nas primeiras áreas semeadas”, diz a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

“Os produtores devem observar a eficiência dos fungicidas em ensaios recentes e os problemas de resistência ocorridos na última safra, principalmente na região sul do oaís. Além disso, devem fazer a rotação de fungicidas com princípios ativos diferentes e a adotar fungicidas multissítios no programa de controle”, ressalta Cláudia.

Da redação, com informações da Embrapa

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