Abraleite: apoio do governo dá fôlego para reconstruir setor

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Divulgação

O setor de lácteos começa a ver atendidas pelo governo parte das reivindicações apresentadas para superar uma de suas mais graves crises. Além de o Banco do Brasil prorrogar o prazo de pagamento das parcelas de custeio e investimento que já venceram ou vencerão ainda este ano, o governo informou à Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) que não renovará a autorização para reidratação e envase de leite no país.

“Essas medidas estão longe de atender todas as nossas demandas, mas já vão a começar a reconstruir uma cadeia que está destruída”, destaca o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, que tem insistido com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a urgência da adoção de providências para apoiar o setor neste momento de dificuldades extremas.

Com a decisão do BB, os pecuaristas que tiverem parcelas de custeio e investimento vencendo este ano poderão prorrogar os pagamentos até 2018, mas apenas 50% do valor das prestações devidas. O restante deverá ser quitado neste ano.

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Geraldo Borges (C), presidente da Abraleite – Foto: Câmara dos Deputados

PGPM e aquisição de alimentos

Outra medida anunciada pelo governo é a inclusão do leite na relação de produtos agropecuários contemplados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Isso possibilita a realização de leilões públicos para estabilizar os preços no mercado interno.

Além disso, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar já assegurou R$ 40 milhões para compras públicas de leite em pó por intermédio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Armazenagem e resfriamento

O governo estuda ainda a criação uma linha de crédito de investimento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNEDS) destinada à estocagem do produto pelos laticínios.

O financiamento terá recursos livres, sem contar, portanto, com subsídios do Tesouro Nacional, como ocorre nos programas do Plano Agrícola e Pecuária (PAP).

A linha de crédito terá juros de 10,7% ao ano, com 12 anos para pagamento, e servirá para armazenagem e refrigeração de produtos lácteos. Os recursos poderão ser liberados por bancos públicos, como o Banco do Brasil, ou privados.

O setor espera que a linha de crédito seja anunciada logo. O secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, disse que o BNDES já avisou que está prestes a colocar o financiamento à disposição das indústrias.

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