Acordo Mercosul e UE ainda precisa avançar em pontos cruciais para o agro

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Embora a negociação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) tenha avançado, ainda é necessário ajustar pontos estratégicos para o setor agropecuário, avalia Camila Sande,  assessora para Negociações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A nova previsão para que o acordo seja assinado é o primeiro semestre de 2018.

A CNA acompanhou os encontros para tratar do acordo comercial, que ocorreram durante a 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Buenos Aires. Para a entidade, o adiamento da conclusão das negociações foi positivo, porque ainda faltam consultas importantes para serem feitas ao setor privado em alguns temas sensíveis.

Segundo Camila, o Mercosul fez um movimento importante para incorporar pleitos da União Europeia, bem como reiterou pedidos imprescindíveis para os países sul-americanos. Os próximos passos devem vir com uma contraproposta europeia à altura desse avanço positivo do Mercosul.

“Sabemos que produtos de alto interesse dos exportadores europeus foram contemplados. Agora é a hora de a União Europeia responder adequadamente às nossas expectativas ofensivas”, afirmou a assessora da CNA.

Tarifas

De acordo com ela, os representantes do setor privado têm pressionado para que pedidos finais sejam conquistados junto à União Europeia. A retirada das tarifas intra cota é um deles, mas há outros temas importantes para serem concluídos, como as regras de origem para alguns setores, Indicações Geográficas (IGs) e regras sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS).

“Um ponto que nos preocupa bastante é que a União Europeia continua insistindo em colocar o princípio da precaução em capítulos estratégicos para o agro no acordo. Vamos continuar pressionando para que isso não aconteça, pois não existe legitimidade nas regras internacionais de comércio para aplicação desse princípio. Se esse elemento permanecer no acordo, certamente enfrentaremos barreiras injustificadas na União Europeia”, alertou Camila.

A CNA também acompanhará as últimas etapas da negociação para conclusão do acordo, sempre defendido pela agropecuária brasileira.  A União Europeia é o segundo principal mercado para os produtos do agro brasileiro e representa um mercado de aproximadamente 500 milhões de consumidores.

Da redação, com informações da CNA

 

 

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