DF conclui nesta terça monitoramento fitossanitário das plantações de banana

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Foto: Alessandra Vale/Embrapa

O Distrito Federal conclui nesta terça-feira (19) o levantamento fitossanitário da área livre de sigatoka negra. A doença é causada por um fungo e é considerada como a maior ameaça mundial à cultura da banana. O monitoramento dos bananais é necessário para a manutenção desse status sanitário, conquistado pelo DF em 2009. Por não ter sigatoka negra, o DF pode comercializar sua produção, estimada em 6.656 toneladas neste ano, para outras unidades da Federação.

O levantamento é feito por amostragem.  A inspeção da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF) envolve cerca de 30 propriedades, algo em torno de 10% da área plantada com banana. Atualmente, o Distrito Federal tem 265 produtores dedicados ao cultivo da fruta.

O diagnóstico também é importante para o eventual estabelecimento de planos de contingência para o controle da doença, resguardando o patrimônio fitossanitário da bananicultura do Distrito Federal. Para proteger as plantações locais, a Seagri ainda fiscaliza o trânsito de banana vinda de outras partes do país.

A gerente de Sanidade Vegetal da Seagri, Marília Bittencourt, destaca as vantagens de ter o status de área livre da doença. “Além de podermos comercializar para fora do DF, o produto é mais valorizado que o de regiões não reconhecidas como livres da sigatoka negra. Nossas frutas têm garantia de qualidade.”

O fruticultor Henrique Bernardes destina 19 dos 22,5 hectares de sua propriedade, no núcleo rural de Pipiripau, em Planaltina-DF, ao cultivo de banana. Para ele, é essencial seguir as exigências sanitárias para manter o status de livre de sigatoka negra. Com isso, observa, a fruta pode continuar sendo vendida fora do DF.

“Percorro 120 quilômetros para entregar toda a produção. Entre todas as frutas, a banana é a mais consumida”, diz Bernardes.

SAIBA MAIS SOBRE A SIGATOKA NEGRA

A sigatoka negra é causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis Morelet. O fungo ataca em rápida velocidade e intensidade, além de infectar as folhas mais jovens. Os prejuízos causados afetam a qualidade dos frutos e o rendimento da cultura da banana. Também pode ocorrer a maturação precoce dos frutos, o que prejudica o comércio. Estima-se que a doença aumente em cerca de 25% o custo de produção com a aplicação de fungicidas para controlá-la.

A identificação dos primeiros sintomas da doença é essencial para evitar a proliferação. No início, aparecem pontuações claras ou pequenas áreas descoloridas na folha. Essas pontuações viram estrias e adquirem coloração marrom claro. Na parte superior, com o avanço da doença, as estrias chegam até 3 cm de comprimento.

A partir desse estágio, a estria evolui para o formato de mancha marrom claro na face superior da folha, ficando negra nos estágios mais avançados, com rápida destruição da área foliar. O centro da mancha fica branco acinzentado.

 

 

AGROemDIA

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