Parceria busca reverter desertificação da Caatinga

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Foto: EBC

Reverter o processo de desertificação por meio de ações que enfrentem a degradação do solo, da água e a perda de biodiversidade nos ecossistemas da Caatinga. Este é o principal objetivo do Projeto Redeser: Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil: Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade. A iniciativa é resultado de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente.

Entre as ações do projeto, estão o manejo florestal de uso múltiplo, a promoção da gestão integrada dos recursos naturais em paisagens produtivas, a restauração de florestas e paisagens e a gestão de conhecimento, além de capacitação e sensibilização. A FAO abrirá um escritório em Barreirinhas, a fim de articular com o governo do Maranhão iniciativas na mesma área temática do projeto Redeser.

Com duração de quatro anos, o projeto foi oficializado este mês e será desenvolvido em seis estados do semiárido brasileiro, beneficiando 18 municípios: Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Cascado e Piranhas, em Alagoas; Uauá, na Bahia; Crato, Barbalha e Jardim, no Ceará; Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões, no Maranhão; Santa Luzia, São Mamede e Várzea, na Paraíba; Carnaúba dos Dantas, Equador, Parelhas e Santana do Seridó, no Rio Grande do Norte.

Para Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil, o grande desafio consiste em evitar a perda de solo e gerar renda à população do semiárido: “Temos um componente socioeconômico importante nesse projeto, não só ambiental”.

Já para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a luta contra a desertificação é mais do que necessária, é vital: “Trata-se de um projeto muito importante. Temos todo o interesse que a parceria com a FAO se prolongue e se intensifique”.

Áreas degradadas

No Brasil, 16% do território (1,34 milhão de km²), estão suscetíveis à desertificação. Essa área atinge mais de 1.400 municípios e quase 35 milhões de pessoas. Os impactos do projeto incidirão diretamente sobre 904.142 hectares, com 618.062 ha de floresta, sendo o restante, principalmente, terras de cultivo e pastagens. Mais de 152 mil ha da área de intervenção é degradada.

As atividades do projeto Redeser evitarão, ainda, o desmatamento por meio do manejo dos recursos florestais em propriedades (pequenos produtores rurais) e paisagens rurais. Um componente especifico trabalhará a recuperação das florestas degradadas por meio da implantação de viveiros florestais, treinamento de técnicos de viveiros e fortalecimento de bancos de sementes florestais.

No total, serão investidos US$ 3,9 milhões de doação, com recursos GEF (Global Environmental Facility), além de uma contrapartida de 18 co-financiadores.

Da redação, com informações da FAO

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