GO: Fazenda Conforto eleva para 25% bônus para bezerros com genética ADIR

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Foto: Divulgação

Um dos maiores confinamentos do Brasil, com capacidade estática para 120 mil animais/ano, a Fazenda Conforto, em Nova Crixás (GO), ampliou de 20% para 25% a bonificação para os fornecedores de bezerros com genética ADIR em sua composição sanguínea. O cálculo do bônus é feito com base na cotação diária do boi gordo Cepea/Goiás.

A premiação aos fornecedores é resultado de parceria iniciada em fevereiro do ano passado entre a Fazenda Conforto e o Grupo ADIR, que tem propriedades em Nova Crixás e em Ribeirão Preto (SP). A cooperação, destaca a Fazenda Conforto, busca melhorar a qualidade da carne e carcaça dos produtos fornecidos à indústria.

“O caminho é a qualidade genética. Isso a genética ADIR tem de sobra”, diz o diretor da Fazenda Conforto, Cláudio Braga. “Depois de 11 meses de parceria e 70 mil doses de sêmen ADIR utilizadas na produção de bezerros para o programa, a propriedade decidiu ampliar a bonificação.”

De acordo com o diretor do Grupo ADIR, Paulo Leonel,  a Fazenda Conforto tomou a decisão de conceder o bônus devido à qualidade superior dos bezerros ADIR, o que ajuda a melhorar a rentabilidade do negócio.

O Grupo ADIR, lembra Paulo Leonel, atua na pecuária desde 1960, com foco no desenvolvimento de um gado produtivo e adaptado, com precocidade, rusticidade, habilidade materna, padronização, aprumos e linha de dorso perfeitos.

Hoje, o Brasil confina, em média, 4 milhões de cabeças por ano, segundo a Associação Brasileira de Pecuária Intensiva (Assocon), e ano após ano os cortes mais nobres aumentam suas vendas. Essa tendência do mercado também contribui para a parceria ente a Fazenda Conforto e o Grupo ADIR.

Seleção na ração Nelore

Com quase 60 anos de seleção na raça Nelore, duas das principais marcas ADIR são a padronização e a funcionalidade do rebanho Nelore criado a pasto. Isso, reforça o grupo, resulta em animais abatidos em idade jovem, com o peso, o acabamento e o rendimento de carcaça desejados pela indústria.

Apesar da alta temperatura e a criação em sistema extensivo em Nova Crixás, os bezerros ADIR desmamam com peso superior a 230 kg. “Os animais que não conseguem viver bem e a pasto são descartados”, assinala o diretor. Quando submetidos ao regime de confinamento, observa, os ganhos zootécnicos tornam-se exponenciais.

Desde outubro de 2014, o Grupo Adir realiza um trabalho pioneiro no Brasil para provar touros por meio de abates técnicos. O projeto é coordenado pelo professor doutor Sérgio Pflanzer, chefe da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, em Campinas (SP).

“Comprovamos que os animais desejáveis necessitam ser férteis, adaptados, equilibrados, com aprumos perfeitos, linha dorsal plana e racial preservado, pois, sem ele, é impossível obter padronização de carcaças”, explica Paulo Leonel.

O processo compreendeu o abate de 10 filhos de cada touro (comprovados por exame de DNA), com idade entre 18 e 19 meses, criados e recriados a pasto e terminados em confinamento. Já foram comprovados Jiandut FIV (linhagem Golias), OPUS FIV do Brumado (linhagem Jeru), Naman FIV da 2L (linhagem Visual) e Palluk POI FIV da 2L (linhagem Golias).

Os resultados, enfatiza o Grupo ADIR, mostram novilhos Nelore com peso médio de 18 arrobas, rendimento de carcaça entre 57 e 59% e espessura de gordura subcutânea (EGS) de 4 a 6 mm.

O Grupo ADIR assinala que iniciativa é coroada por avaliações de carcaça in vivo por ultrassonografia, que revelaram o touro Nelore número um em marmoreio: Quanupur da 2L, que deixou para trás nada menos que outros 500 mil animais.

“Os resultados apresentados chamaram a atenção não só da Fazenda Conforto como também da Fazenda Piratininga, que já adquiriu 90 mil doses de sêmen do Grupo ADIR”, informa Paulo Leonel.

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