Mapa ouvirá produtor para direcionar recursos da safra 2018/2019

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Foto: Antonio Araujo/Mapa

As discussões para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuária 2018/2019 devem começar logo depois do carnaval. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoverá uma série de debates com produtores nos estados para identificar as prioridades que devem orientar a aplicação dos recursos.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (1°) pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante o seminário Financiamento para o Agronegócio – Desafios e Alternativas para Garantir o Crescimento do Setor, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura do Brasil (CNA-Brasil).

Segundo Maggi, na elaboração do plano deste ano, será importante saber dos produtores se precisam de mais recursos para custeio ou para investimento, se querem juros mais baixos com prazos mais curtos ou prazos mais longos que terão juros maiores. Essa definição política, assinalou, deve ficará a cargo do Mapa em parceria com os produtores e não da equipe econômica.

“Somos a casa do produtor”

“Na elaboração do Plano Agrícola e Pecuário do ano passado, muitos órgãos do governo opinaram sobre o uso dos recursos destinados ao produtor. Entendo que esse é um papel que deve ser exercido pelo Mapa após ouvir as necessidades mais prementes do setor”, afirmou.

De acordo com Maggi, o Ministério da Fazenda, o Tesouro Nacional e o Banco Central devem apenas decidir o valor a ser destinado e os juros cobrados. O direcionamento da utilização dos recursos, reforçou, é papel do Mapa, que não deve abrir mão dessa prerrogativa. “Somos a casa do produtor”

Durante o seminário, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, reconheceu a importância das políticas de incentivo à produção, como o Plano Agrícola e Pecuário, mas advertiu que os recursos destinados aos investimentos estão sendo “comprimidos” por causa do crescente aumento das despesas obrigatórias.

Novo seguro rural

Ana Paulo também defendeu a criação de um novo modelo de seguro rural, que proteja a renda do produtor, nos casos de perda da safra, para que não haja necessidade dele recorrer a refinanciamentos morosos e que não permitem retomar a produção nos mesmos patamares de antes dos prejuízos.

Essas mudanças estão sendo estudadas por um grupo de trabalho formado por representantes do governo e do setor privado. Maggi sempre foi a favor de mudanças no seguro rural e aguarda o resultado do grupo de trabalho para apontar alternativas ao setor.

O ministro falou ainda sobre a garantia de renda para o produtor em caso de sinistros. Ele lembrou que, no início desta semana, na cerimônia de lançamento do pré-custeio do Banco do Brasil, colocou o assunto em pauta.

Para a secretária do Tesouro, é preciso ampliar a cobertura do seguro rural. Os dados do governo apontam que a cobertura é muito pequena, mas os gastos são muito grandes.

O ministro acredita que, se as mudanças forem feitas, haverá um ganho muito grande tanto em produtividade quanto na utilização dos recursos.

Da redação, com informações do Mapa

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