Agro impediu o Brasil de quebrar, diz economista Ricardo Amorim

ricardo amorim
Fotos: Larissa Melo/FAEG

Brasil só não quebrou nos últimos anos porque o déficit na balança comercial de produtos manufaturados e industrializados foi compensado, em grande parte, pelo superávit gigantesco do agronegócio, diz o economista Ricardo Amorim, integrante do programa Manhattan Connection, da Globo News. O agro – destaca ele – é o motor da economia brasileira, contribuindo para a produção de alimentos, o controle da inflação e a geração de emprego, de renda e de excedentes exportáveis.

Nesse contexto, pontua, a Região Centro-Oeste é uma das que mais contribuem para sustentar a atividade econômica do país. “Há 15 anos, a Região Centro-Oeste é a que mais cresce no país, porque é onde o agronegócio tem um peso maior na economia. Neste período, as cidades do interior do Brasil, na média, também cresceram mais que as capitais dos estados.”.

Nesta semana, ele participou, em Goiânia, do evento Do Campo à Cidade: Cenário Macroeconômico para 2018 – O Agro em Debate, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar/GO) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae/GO).

Num auditório lotado por uma plateia formada por produtores rurais, profissionais das áreas agrícola e pecuária, técnicos, estudantes e demais pessoas ligadas ao agro em GO, Amorim traçou um cenário animador para economia do país: “Há perspectivas positivas para este ano. O Brasil viveu a sua pior crise da história e, no entanto, conseguiu retomar o crescimento a partir do resgate da confiança do empresário e do consumidor.”

evento faeg go

Retomada do crescimento

Apesar de a crise política e moral persistir, ressalta Amorim, os resultados da economia indicam uma retomada consistente do crescimento, caso não surja um acidente de percurso. Lembra que recessão ficou para trás; a inflação perdeu força e fechou o ano passado em 2,95%, abaixo do piso da meta, fixado em 3%, a mais baixa nos últimos 20 anos; as contas externas registraram superávit recorde em 2017; e o desemprego recuou.

De acordo com ele, o crescimento neste ano deverá ser o dobro dos 2% previstos pelo mercado. Os juros, observa, caíram ao menor patamar da história, para 6,75% ao ano, e o dólar baixou. Além disso, acrescenta, a Bolsa de Valores, que antes parecia não encontrar o fundo do poço, agora registra ótimos resultados, mesmo com quedas pontuais, expressando a melhora das expectativas com o desempenho das empresas.

Porém, enfatiza Amorim, há um problema: as contas públicas, que já apresentam melhoras com os cortes nos gastos, a queda da taxa Selic e a alta na arrecadação de impostos. Mas só isso, acentua, não é suficiente para colocar as contas públicas em ordem. É preciso, completa, reduzir o maior buraco das contas públicas: a Previdência. Por isso, considera fundamentais as reformas da Previdência e tributária.

Segundo Amorim, os investidores estrangeiros estão de olho em toda esta movimentação. No ano passado, entraram R$ 65 bilhões em investimentos produtivos no Brasil, mesmo com o crescimento econômico ainda baixo. “Se conseguirmos resolver isso este ano, vão chover investimentos estrangeiros no país.”

Da redação, com informações da FAEG e do site Empreender em Goiás

 

AGROEMDIA

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