Âncora da economia, agro brasileiro exporta US$ 96,30 bi em 12 meses

soja porto 12

Foto: Divulgação/APPA

Os números da balança comercial mostram, mais uma vez, a força do agronegócio na economia brasileira. De fevereiro de 2017 a janeiro deste ano, as exportações de todos os setores da atividade econômica do Brasil somaram US$ 219,7 bilhões. Desse total, as vendas externas do agro representaram US$ 96,30 bilhões, ou seja, a participação do setor no comércio exterior do país foi superior a 43%.

Nesses 12 meses, as importações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 14,12 bilhões. Com isso, o saldo comercial do agro foi de US$ 82,18 bilhões de fevereiro de 2017 a janeiro deste ano. No período, o superávit total do Brasil foi de US$ 67 bilhões. Isso significa que o agronegócio foi, novamente, o principal responsável pelo saldo positivo na balança comercial brasileira.

Complexa soja, frango e carne bovina

A pauta das exportações do agro foi liderada, nesses 12 meses, por produtos do complexo soja, que somaram US$ 31,79 bilhões, respondendo por 33% das exportações.

Na sequência, destacam-se as vendas de carnes (US$ 15,45 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 11,84 bilhões), produtos florestais (US$ 11,72 bilhões) e cereais (US$ 5,43 bilhões).

Em conjunto, esses cinco grupos de produtos representaram 79,2% do total da pauta.

O segmento de frangos foi o destaque no setor de carnes, com vendas de US$ 7,06 bilhões. O produto in natura totalizou US$ 6,37 bilhões, com aumento de 4,7% em relação ao período anterior.

As exportações de carne bovina atingiram US$ 6,17 bilhões, com destaque para as vendas in natura, que somaram US$ 5,14 bilhões, com alta de 17,1%.

Açúcar, etanol e produtos florestais

As vendas do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 11,84 bilhões nos últimos 12 meses, predominando as exportações de açúcar (US$ 11,02 bilhões), seguido pelo álcool (US$ 805,40 milhões).

O quarto setor na pauta do agro foi o de produtos florestais, com exportações de US$ 11,72 bilhões.

O setor de cereais foi o quinto da pauta, com embarques de US$ 5,43 bilhões. As vendas de milho predominaram, somando US$ 4,79 bilhões, valor que superou em 51,3% o resultado do período anterior.

Quanto às importações, os destaques da pauta foram pescados (aumento de 17,6%, para US$ 1,39 bilhão), trigo (-14,4%, caindo para US$ 1,17 bilhão), álcool etílico (+89,5%, US$ 884,95 milhões), papel (+16,4%, para US$ 861,64 milhões), malte (-11,1%, para US$ 416,27 milhões), borracha natural (+25,2%, para US$ 408,10 milhões), óleo de palma (-0,4%, para US$ 377,31 milhões), azeite de oliva (+25,5%, para US$ 351,14 milhões).

Ásia, União Europeia e Oriente Médio

A Ásia fortaleceu ainda mais a sua liderança entre os destinos do agronegócio brasileiro, respondendo por 46,1% do total exportado ante 43,7% do período anterior. O total das exportações para a região somou US$ 44,42 bilhões, com alta de 18,4%.

A pauta de exportações para aquele continente se concentrou em soja em grão, carnes, açúcar e celulose, produtos destinados, sobretudo, ao mercado chinês.

O segundo destino foi a União Europeia, totalizando US$ 16,93 bilhões, muito próximo do período anterior (US$ 16,89 bilhões). Os principais itens foram farelo e grãos de soja, café, celulose, carnes e suco de laranja.

Com exportações de US$ 8,71 bilhões, o Oriente Médio se situou na terceira posição entre os blocos/regiões. Ante igual intervalo do ano anterior, houve aumento de 7,5% nas vendas. Os principais itens da pauta foram açúcar, carnes, milho e soja em grão.

Da redação, com informações do Mapa e do MDIC

 



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