Abiove apresenta perspectivas da infraestrutura para a soja brasileira em evento nos EUA

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) participa na próxima quinta-feira (22), na Virgínia (EUA), do evento anual do Departamento de Agricultura (USDA), que reúne produtores, processadores, formuladores de políticas, funcionários governamentais e ONGs dos EUA e do exterior. O gerente de economia da Abiove, Daniel Furlan Amaral, fará palestra no evento.
O Agricultural Outlook Forum terá uma sessão sobre “Os mercados internacionais e o comércio do Brasil até 2040”. A palestra da Abiove abordará a demanda agrícola por infraestrutura de armazenagem e transportes em três fases: dos anos 1970 a 1995, quando a produção se concentrava no Sul e Sudeste, com oferta de serviços adequada; de 1995 a 2015, quando a produção cresceu aceleradamente, sobretudo no Centro-Oeste, e a oferta de serviços não acompanhou a nova realidade; de 2015 a 2040, período de crescimento da produção com ampliação gradativa da disponibilidade de serviços.
A expectativa é que o Brasil passe a ter, nas próximas décadas, prestação de serviços compatível com a sua posição de grande produtor de granéis vegetais, ressalta a Abiove.
O surgimento da China como o grande comprador de soja, a partir de 1995, é um dos destaques na palestra da Abiove, pois à época a infraestrutura brasileira se tornou ainda mais crítica, com custos de escoamento das safras subindo rapidamente em relação aos concorrentes internacionais.
Arco Norte
Segundo a Abiove, a partir de 2015, destacam-se os investimentos do setor privado em eficiência portuária, com a consolidação dos portos do Arco Norte como alternativas concretas de escoamento da produção, aumento da capacidade de armazenagem, agendamento nos portos, obras para a conclusão da BR-163 no Pará, consolidação das hidrovias do Madeira e do Tapajós junto com a do Tietê-Paraná, além de perspectivas positivas para o transporte pelo rio Tocantins.
Outras características da atual fase da infraestrutura de armazenagem e transportes, assinala a Abiove, são as perspectivas de implementação da Ferrogrão, o consenso do setor produtivo e do governo sobre as principais obras necessárias para o Brasil, as importantes discussões sobre a renovação antecipada das concessões ferroviárias mediante investimentos em capacidade, eficiência e segurança.
A apresentação da Abiove destacará as perspectivas para uma infraestrutura adequada dentro de 10 a 20 anos, o que permitirá ao Brasil exportar alimentos em condições competitivas, em um ambiente de equilíbrio entre a produção de alimentos e a conservação dos recursos naturais do país, com o crescimento da agricultura devendo ocorrer sobretudo em áreas de pastagens subutilizadas.
Da redação, com informações da Abiove

