Agricultores familiares protestam por mais segurança no campo

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Centenas de agricultores familiares estão acampados perto da Esplanada dos Ministérios, numa manifestação que faz parte da Jornada Nacional Carnaval Vermelho. A jornada começou na segunda-feira (19) e deve terminar na sexta-feira (23). A pauta de reivindicações inclui o pedido de mais segurança no campo.

“A violência foge inclusive às estatísticas, mas a verdade é que ela está lá. Se fôssemos mensurar, em índices, dados sobre homicídios, roubos, assaltos, estupros e demais atrocidades no âmbito penal, veríamos que a situação no Rio de Janeiro está longe de requerer uma intervenção. É no campo que mais se pratica violência”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes.

Os agricultores também reivindicam mais ações de reforma agrária, desenvolvimento nos assentamentos, políticas de saúde e de educação e demarcação de terras.

Segundo Carlos Lopes, há ações do Carnaval Vermelho em 24 estados. Ele ressaltou que a pauta, apresentada de forma autônoma e apartidária, é relevante tanto para o setor quanto para o país. “Mas, acima de tudo, pedimos respeito ao nosso público.”

Participam também da manifestação na Esplanada dos Ministérios índios Pataxó, Pataxó Ha Ha Hãn, Tupinambá e Machacalis. “Eles estão aqui porque, apesar de boa parte da população não saber, os índios são reconhecidos como agricultores familiares”, explicou Lopes.

De acordo com Lopes, em 2015 e em 2016, o orçamento anual para obtenção de terras para a reforma agrária era de R$ 200 milhões. “Agora o valor caiu para R$ 30 milhões. A coisa tem piorado muito. O investimento simplesmente acabou”.

Os números apresentados pelo Ministério do Planejamento são diferentes dos informados pela Conafer. Segundo a assessoria do ministério, em 2015, os recursos destinados à aquisição de imóveis rurais para criação de assentamentos somaram R$ 66,2 milhões. Em 2016, foram pagos R$ 179,45 milhões e, em 2017, R$ 54,76 milhões.

Da redação, com Agência Brasil

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