Vigilantes cobram mais fiscalização para o exercício legal da profissão

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Apesar de já ter sido denunciada diversas vezes ao Departamento de Polícia Federal (DPF), a contratação de porteiros para exercer a atividade de segurança privada em alguns estabelecimentos continua no Distrito Federal e no restante do país, reclama o Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (SINDESV-DF).

A entidade diz que está atenta a essa situação irregular e em defesa do exercício legal da profissão de segurança privada. O SINDESV-DF ressalta que, junto com entidades como a Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços (CNTV), vem comunicando essas irregularidades à DPF e cobrando providências ao longo dos anos.

“Por isso, já conseguimos regularizar a situação em alguns hospitais privados, faculdades, grandes redes de supermercado e shoppings”, informa a entidade, em seu site.

Porém, acrescenta o SINDESV-DF, “alguns empresários e comerciantes sempre tentam levar vantagem e alegam que os porteiros contratados não fazem segurança. E quando a situação fica crítica, tentam se eximir de toda a culpa.”

A entidade relata, em seu site, que recentemente uma escola privada de Taguatinga passou por uma situação complicada e depois se eximiu de qualquer responsabilidade. Conforme o sindicato, um homem adentrou a escola e morreu no local em consequências de complicações de saúde.

Para a entidade, faltou formação ao porteiro para prestar os primeiros socorros ao homem. “Esse é um dos resultados de quem contrata porteiro para exercer a atividade de segurança: não estão preparados sequer para prestar os primeiros socorros, ou até mesmo enxergar naquela situação qual procedimento adotar para conter o homem, sem colocar sua vida em risco.”

Ainda de acordo com o SINDESV-DF, o estabelecimento de ensino divulgou nota se eximindo de qualquer culpa e garantindo que “os porteiros exercem atividade de porteiro”.

“Não foi o que vimos em um vídeo”, enfatiza o SINDESV-DF. “Se fazem apenas serviço de porteiro, quem faz a segurança dos alunos e funcionários e patrimônio da escola?”

O Sindicato dos Vigilantes do DF ressalta que está acompanhando as investigações e pediu à PF providências quanto à prática de segurança realizada por porteiros. “E agora a sociedade vê na prática que o barato sai caro, custou uma vida e isto não tem preço.”

Da redação, com informações do SINDESV-DF

 

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