Lula já cumpre pena de prisão na PF em Curitiba

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Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O petista chegou à capital paranaense na noite desse sábado (7), escoltado por agentes da PF e acompanhado por seus advogados. Do Aeroporto Internacional Afonso Pena, onde desembarcou, ele seguiu de helicóptero para a sede da PF para cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção passiva determinada pela Justiça Federal.

Antes de se entregar à PF, Lula passou dois dias no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), cercado pela militância do PT, de outros partidos de esquerda e de movimentos sociais. Na manhã desse sábado, ele participou de missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em consequência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em fevereiro de 2017 e faria 68 anos neste dia 7 de abril.

Ao final de cerimônia, Lula discursou e anunciou que iria se entregar à PF.  Em sua manifestação, afirmou que era inocente no Caso do Tríplex do Guarujá, que resultou em sua condenação por recebimento de propina. Disse que nunca foi dono do imóvel e se declarou um preso político. Também convocou a militância para continuar mobilizada e pediu que todos passassem ser Lula, acrescentando que representava uma ideia que jamais poderá ser presa.

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, no fim da tarde de quinta-feira (5). Responsável pelo processo da Operação Lava-Jato, ele tomou a decisão após receber autorização do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, para execução da sentença, porque os últimos recursos apresentados por Lula haviam sido rejeitados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ordem de prisão, Moro determinou que o petista se apresentasse voluntariamente à PF até as 17h de sexta. No entanto, isso só ocorreu no sábado, depois de negociação entre a defesa do ex-presidente e a PF. Agentes federais foram, então, ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para escoltar Lula até a sede da PF em São Paulo, onde ele fez exames de corpo de delito.

Em Curitiba, Lula está numa sala especial – direito garantido aos ex-presidentes da República. Antes, o local funcionava como dormitório para agentes da PF, mas foi adaptado para recebê-lo. No espaço, há uma mesa, uma cadeira, uma cama e um banheiro. Há ainda uma janela que dá vista para a parte interna do prédio.

Manifestantes

A chegada do ex-presidente foi acompanhada por manifestantes favoráveis e contrários a sua prisão, que ficaram separados por um espaço de 30 metros. Apoiadores de Lula se emocionaram, cantaram e gritavam palavras de ordem. Do outro lado, os opositores do petista comemoraram a prisão com fogos de artificio, buzinas e bandeiras do Brasil.

Em primeira instância, Moro condenou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em julho do ano passado. Na sentença, o juiz afirmou que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente em troca de ajuda à empreiteira OAS em contratos com a Petrobras.

Em janeiro deste ano, o TRF4, segunda instância da Justiça Federal, julgou os primeiros recursos da defesa do ex-presidente e do Ministério Público Federal (MPF) e aumentou a pena para 12 anos e 1 mês de prisão.

Outros dois processos em que o ex-presidente é investigado tramitam na Justiça do Paraná. Um trata do sítio em Atibaia. Nessa caso, apura-se se o sítio foi dado a Lula pelas construtoras Odebrecht, OAS e Schahin, que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), também teriam financiado obras de melhorias na propriedade.

No outro, é investigada a suposta compra de um terreno por parte da construtora Odebrecht, que seria usado como sede para o Instituto Lula.

Da redação, com Agência Brasil

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