MT e PA acertam ações conjuntas para retirada da vacinação contra aftosa

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Foto: Maria Eugênia Ribeiro/Embrapa

Entre agosto e setembro deste ano, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) devem cadastrar as propriedades rurais situadas na divisa entre os territórios mato-grossense e paraense. O levantamento é considerado fundamental pelos dois órgãos para o planejamento da retirada da vacinação contra a febre aftosa, a fim de não inviabilizar o desenvolvimento econômico nessas regiões.

A realização do levantamento foi tratada durante reunião entre técnicos do Indea-MT e da Adepará, em Cuibá. No encontro, na semana passada, eles alinharam ações para a retirada da vacinação contra aftosa. O Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) prevê para 2023 o fim da imunização dos rebanhos no país.

Mato Grosso pertence ao Bloco V do PNEFA, que tem a última vacinação prevista para maio de 2021, mas faz divisa com estados que pertencem ao Bloco II (Amazonas, Amapá, Pará e Roraima), o que torna imprescindível sua participação nas discussões com esses estados.

O Bloco II deve realizar a última imunização em maio de 2020. Assim que isso ocorrer, ele não poderá mais receber animais suscetíveis vacinados de Mato Grosso e seus produtos in natura.

Durante a reunião, as duas instituições apresentaram dados importantes, como os limites geográficos e estudo de trânsito de animais entre MT e PA. Só do lado mato-grossense, são cerca de 10 municípios, alguns com barreiras naturais que impedem o trânsito de animais.  A maioria, porém, tem barreira seca e permeabilidade de trânsito.

Segundo a presidente do Indea, Daniella Bueno, a interação dos serviços é fundamental. “Vamos avançar juntos nesse trabalho para a retirada da vacinação.” Já o diretor de Defesa e Inspeção Animal da Adepará, Jefferson Oliveira, enfatizou que o encontro serviu para ampliar o debate e conhecer o sistema de vigilância do Indea.

Blocos

O Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) dividiu os estados em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação.

Bloco I: Acre e Rondônia;

Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima;

Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte;

Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins;

Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Da redação, com informações do Indea

 

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