Novacki: Embargo europeu ao frango brasileiro é motivado por interesses econômicos

“Não podemos aceitar que, simplesmente por interesses econômicos [os outros países], nos apontem o dedo de forma injusta. É isso que estamos enfrentando agora com a União Europeia”, reagiu o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, ao comentar o embargo do bloco europeu à carne de frango brasileira, oficializado no último dia 15.
Novacki falou sobre o bloqueio da UE ao participar da inauguração da nova sede do Sindicato Rural do município de Fernandopolis (SP), nessa segunda-feira (21). Com isso, o ministro interino deixa evidente que os alegados problemas sanitários servem apenas para encobrir uma disputa comercial.
Ele também destacou a importância do agronegócio para a economia do país e disse que o ministro Blairo Maggi tem feito uma defesa intransigente do setor nos países em que está visitando nos últimos dias: Turquia, China e França.
O Ministério da Agricultura, enfatizou Novacki, defenderá o setor produtivo brasileiro e está disposto a “ir até as últimas consequências” para garantir o direito dos produtores. “Tudo que está sendo feito em relação ao Brasil lá fora nós vamos colocar publicamente de modo muito franco, objetivo e direto, como nunca foi feito antes.”
Para o ministro interino, não há outra forma de fazer gestão de um ministério responsável por regular um setor tão importante para a economia nacional como o agronegócio a não ser com transparência e objetividade.
OIE
Durante a inauguração do Sindicato Rural de Fernandopolis, o ministro interino ressaltou ainda a importância para o Brasil do certificado de país livre da febre aftosa com vacinação, que será entregue oficialmente pela OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) nesta quinta-feira (24), em Paris.
Novacki disse que essa conquista é “mérito de todos os produtores rurais brasileiros”. Ele lembrou que foi um trabalho de décadas que envolveu o Ministério da Agricultura e o setor privado para combater a disseminação da doença.
Na avaliação do ministro interino, essa conquista j é prova de que a produção brasileira é de qualidade e a carne pode ser consumida com segurança.
Da redação, com Mapa

