Brasil, país livre de febre aftosa com vacinação, declara OIE, em Paris

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Fotos: Divulgação

“Até que enfim. Nosso certificado de país livre de febre aftosa. Parabéns aos pecuaristas, aos servidores do Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento], ao governo federal, aos governos estaduais e aos milhares de anônimos que trabalharam nestes últimos 60 anos ou mais para esta conquista”, comemorou o ministro Blairo Maggi pouco depois de o Brasil ter recebido o certificado de livre de febre aftosa com vacinação, nesta quinta-feira (25), em Paris, durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

A OIE declarou como livre da doença com vacinação o Amazonas, Amapá, Roraima e parte do Pará. Com isso, todo o território brasileiro passa a ter o status de livre de aftosa com imunização do rebanho bovino e bubalino. No início da semana, Maggi disse que a conquista representava o reconhecimento de uma longa trajetória de muita dedicação. O anúncio da OIE contribuirá para o Brasil ampliar sua participação no mercado global de carne bovina. O país tem o maior rebanho bovino comercial do mundo: mais de 217 milhões de cabeças.

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Segundo o ministro, o setor agropecuário é fundamental para economia do país e tem garantido resultados expressivos na balança comercial, na geração de emprego e renda e contribuído para o controle da inflação e a melhoria das condições de vida da população brasileira.

Em 2017, acentuou Maggi, só a pecuária representou um Valor Bruto da Produçao (VBP) de R$ 175,7 bilhões. “No mesmo período, apenas o complexo carnes teve um crescimento nas exportações da ordem de 8,9%, atingindo um volume de 15,5 bilhões de dólares. E ainda temos potencial para crescermos muito mais no mercado internacional, pois exportamos somente uma pequena parte da nossa produção de bovino e suínos.”

Em discurso na abertura da reunião da OIE, no domingo (20), o ministro ressaltou também que esse crescimento das exportações brasileiras se deve, além da inquestionável qualidade e competitividade dos produtos nacionais, sobretudo à melhoria da condição sanitária do rebanho brasileiro.

“Nesse cenário, destaca-se a vitória contra a febre aftosa, doença que intimida a todos os países e restringe a abertura e manutenção de mercados dos produtos pecuários. A evolução na condição sanitária do controle e erradicação da febre aftosa é a grande responsável pela valorização dos nossos produtos pecuários nos mais diversos mercados”, sublinhou.

Em seu pronunciamento, Maggi lembrou ainda que desde a década de 1960 o Brasil vem combatendo a doença. Mas foi a partir dos anos de 1990, acrescentou, que a estratégia de enfrentamento foi alterada, passando do controle para erradicação em todo o país, com a reformulação do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA).

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O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina, os secretários de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, e de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva, e o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, além de representantes da cadeia produtiva da carne, participaram da reunião da OIE, em Paris.

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