A conta da greve dos caminhoneiros: Um pouco de inflação, prevê ministro

A conta da greve dos caminhoneiros contra a alta do diesel, aliada ao locaute dos donos de transportadoras de cargas, já se anuncia para a população. “Provavelmente vai ter um pouco de inflação e falta de produtos em algum lugar”, disse nesta terça-feira (29) o ministro Blairo Maggi (Agricultura), em São Paulo. Segundo ele, tudo indica também que será preciso dar um apoio especial à cadeia de proteína animal, com o remanejamento de recursos do Plano Agrícola e Pecuária (PAP), que deve ser apresentado na próxima semana.

“Na parte de produção de proteína animal, há sérios problemas na atualidade e vamos ter muito trabalho para sair da situação em que nos encontramos”, afirmou o ministro, que participou do Fórum de Investimentos Brasil 2018 e de reunião com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), na capital paulista.

Segundo Maggi, algumas cooperativas e empresas tiveram grandes perdas de planteis, que fazem parte do seu capital. “Talvez tenhamos que encontrar uma saída junto aos órgãos oficiais, uma política mais direcionada.” Se necessário, reforçou, o Ministério da Agricultura realocará recursos do Plano Agrícola e Pecuário para contribuir com a reorganização de cooperativas agrícolas e dos produtores rurais da área de proteína animal.

O ministro ressaltou ainda que os caminhoneiros relatam estar sendo impedidos de retomar o trabalho por baderneiros. De acordo com Maggi, a categoria vem sendo ameaçada com armas para não suspender a paralisação deflagrada contra a alta do diesel. A greve está provocou desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos. No setor de alimentação, os preços já estão mais altos – em alguns casos, exageradamente altos.

Os produtores rurais já sofreram um prejuízo estimado em R$ 6,6 bilhões nestes nove dias de greve, conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Este prejuízo é apenas na produção primária, sem considerar ainda o processamento, as indústrias e a parte de insumos, que estão tendo perdas severas. E ainda fora o que está por vir, porque a recuperação não é imediata”, afirmou o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

 

 

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