Fabricantes investem em novos defensivos para hortifruticultura

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

Do DCI

Os fabricantes de defensivos para hortifruticultura estão investindo na renovação do portfólio para ganhar o produtor, ao mesmo tempo em que tentam afastar a imagem de que o agronegócio é uma ameaça ao meio ambiente, informa o site do DCI.

Segundo o gerente da Bayer para frutas, vegetais, café, citrus e tabaco, Fábio Maia, o Brasil é um dos maiores players globais em horticultura e fruticultura. De olho no potencial desse mercado, a multinacional alemã quer conquistar os produtores com seu novo herbicida.

“Com o Alion, conseguimos reduzir o número de aplicações para proteger a cultura de ervas daninhas. Assim, o agricultor pode colocar sua mão de obra que estaria cuidando do controle de plantas invasoras em outras atividades da lavoura”, afirma.

De acordo com o último estudo da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (Abcsem), em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor de hortaliças movimentou R$ 66 bilhões em 2016 considerando toda a cadeia produtiva.

Apesar de ser o principal mercado consumidor de defensivos agrícolas no mundo, a hortifruticultura no Brasil é apenas o quarto maior demandante do setor: a soja sozinha responde por 50% das compras no país.

Para o gerente de marketing para hortifruticultura da Basf, Rodrigo Pifano, o setor deve crescer ainda em produtividade e qualidade com o desenvolvimento das tecnologias para a agricultura. Conforme o executivo, esse aumento de produtividade pode ser obtido através do uso de produtos químicos que defendam a lavoura de pragas como insetos, ervas e fungos.

No entanto, Pifano entende ser essencial que as empresas tenham responsabilidade na fabricação desses produtos. “Esperamos conseguir fundir nossos defensivos biológicos com os agroquímicos para não deixar resíduos no momento em que aquela fruta ou verdura se tornar alimento”, conta.

Na opinião de Pifano, depois de décadas de embate com ambientalistas, as indústrias começaram a entender que precisavam reverter a imagem de que é impossível ter um agronegócio forte sem destruir o meio ambiente. “Usando o defensivo de forma correta, não sobrará resíduo no alimento e o impacto ambiental fica mitigado. Sabemos que o consumidor precisa ter segurança alimentar”, garante.

Seguindo essa tendência, o gerente de marketing de hortifruticultura da Ihara, Daniel Zanetti, explica que a empresa possui uma linha de produtos para a agricultura orgânica. “Esse segmento ainda está com pouco volume no Brasil, mas cresce em torno de 40% ao ano. Apesar da produtividade dos orgânicos ser menor, acreditamos que é positivo nos posicionarmos também junto a esse produtor”, explica.

AGROemDIA

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