Brasília ganha parque tecnológico BioTIC

biotic fachada
Foto: Gustavo Porpino/Embrapa

Uma aposta para diversificar a matriz econômica da capital federal. Este objetivo do recém-inaugurado parque tecnológico BioTIC, que integra tecnologia da informação e comunicação, biotecnologia e bioeconomia.

Aproximadamente R$ 40 milhões foram investidos na construção do parque, sendo R$ 36 milhões da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e R$ 4 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do governo federal.

As unidades da Embrapa terão no BioTIC uma base de integração com o setor produtivo, ressalta o pesquisador Maurício Lopes, presidente empresa. A Embrapa ocupará uma área de 400 m2 no segundo andar do edifício de governança do BioTIC, no mesmo prédio onde estão instaladas as startups, o Instituto Federal Brasília (IFB), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e o Sebraelab.

O edifício de governança, uma estrutura de concreto com uso abundante de vidros para favorecer a iluminação natural, possui 12 mil metros quadrados.

Para Maurício Lopes, o Brasil precisa fortalecer a capacidade de prover alimentos para o mundo e fazer frente ao desafio da segurança alimentar demanda uma atuação multifuncional na fronteira do conhecimento, uma necessidade bem alinhada com a proposta do BioTIC de integrar áreas com grande potencial para geração de inovações.

Novo paradigma da agricultura tropical

“O novo paradigma da agricultura na faixa tropical do globo envolverá mais agricultura de precisão, robótica, inteligência artificial, diálogo com a economia circular, interface com química verde e descarbonização”, ressalta o presidente da Embrapa.

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, destaca que a Embrapa tem forte reputação no desenvolvimento de pesquisas em ambiente tropical e o Cerrado pode ser considerado um grande laboratório com potencial de identificação de genes de plantas resistentes a altas temperaturas e períodos prolongados de estiagem.

“O Cerrado possui 12 mil espécies de plantas, sendo 5 mil endêmicas, e em tempos de mudanças climáticas a riqueza genética do Cerrado é útil. A agricultura moderna precisa dessa união entre biotecnologia e TICs”, assinala Rollember.

Tolerância ao erro e colaboração para inovar

O BioTIC abriga o primeiro Sebraelab instalado em um parque tecnológico. O espaço de fomento ao empreendedorismo disponibiliza áreas despojadas com arquitetura modular para trabalho conjunto entre os mentores, potenciais empreendedores e investidores.  “Vamos ter no BioTIC uma pegada colaborativa e espírito mais tolerante ao erro. Experimentar e errar fazem parte do foco em inovação”, enfatiza Luis Bermudez, presidente do conselho deliberativo do Sebrae.

Para Wilson Conciani, reitor do IFB, o parque tecnológico também favorece a interação da academia com o mercado. “Estamos dando um passo para que o conhecimento chegue até as empresas. Para inovar, é preciso juntar o conhecimento acadêmico com a necessidade de mercado.”

Da redação, com Embrapa

AGROEMDIA

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